A prática do mergulho começou na Antiguidade, quando povos costeiros buscavam alimentos e pérolas no mar. Atualmente, a atividade envolve turismo, esporte e pesquisa científica, sendo realizada em mares, recifes, rios e outros ambientes aquáticos.
Para que o mergulho seja seguro e prazeroso, alguns cuidados são indispensáveis antes e durante a atividade. A preparação física e o aprendizado das técnicas corretas ajudam a evitar riscos relacionados à respiração, à pressão e à orientação subaquática.
Também é fundamental conhecer os limites do próprio corpo e nunca mergulhar sozinho. O uso de equipamentos apropriados garante conforto e proteção, como máscara, nadadeiras, roupa térmica, cilindro de ar comprimido, regulador e colete equilibrador. Cada item possui função específica para facilitar a flutuação, a visão e a respiração embaixo d’água. Além disso, recomenda-se verificar as condições climáticas e seguir instruções de profissionais credenciados.
Com planejamento e responsabilidade, o mergulho se torna uma atividade segura, educativa e capaz de promover contato direto com ecossistemas aquáticos e paisagens pouco conhecidas. Veja lugares ideais.
Crédito: imagem gerada por i.aParque Estadual Marinho Pedra da Risca do Meio (CE)- A unidade de conservação foi fundada nos anos 70. É a única totalmente submersa no Ceará. Fica na orla do Mucuripe, 18 km de extensão, com visibilidade de até 30m de profundidade e temperatura média de 27ºC. Tem recifes de corais, peixes, tartarugas e golfinhos.
Crédito: www.sema.ce.gov.brSerigado de Fora (RN) – A 20 km de Natal, permite mergulho até 90m, tem grutas de arenito, cavernas e variedade de espécies como arraias, moreias, golfinhos e tubarões. Excelente lugar para fotos subaquáticas.
Crédito: facebook.com/@oceandivededeMinas submersas de Currais Novos (RN) – Complexo de 3 minas, onde jazidas de scheelita foram exploradas para fabricação de armas na 2ª Guerra Mundial. O alagamento dos dutos criou um ambiente propício ao mergulho de até 40m de profundidade, em cavernas, com água a 27ºC. Ainda há vestígios de trilhos e ferramentas.
Crédito: www.brasilmergulho.comArraial do Cabo (RJ) – O mar de águas claras permite mergulhos de snorkel ou cilindro com visualização de várias espécies, inclusive animais de passagem em certas épocas do ano, como golfinhos, orcas e baleias jubarte. Entre setembro e fevereiro, a água é fria (15ºC a 22ºC) por causa do movimento de águas profundas da região.
Crédito: www.cupomtur.com.brCânion do Xingó (SE) – Em meio à caatinga do sertão nordestino, surge este oásis formado por paredões de rocha vermelha e laranja que margeiam o rio São Francisco, com pontos para mergulho em águas mornas. O acesso fica na cidade de Canindé, a 220 km da capital Aracaju.
Crédito: Legacy600 / wikimedia commonsParque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ) – A área que abriga o famoso monte “Dedo de Deus”, na Região Serrana do Rio de Janeiro, tem cachoeiras que formam poços propícios ao mergulho. Dentre as quedas d’água, uma é famosa: a Véu de Noiva, ponto turístico movimentado na área de preservação.
Crédito: Acervo ICMBioArquipélago de Alcatrazes (SP) – Nesse conjunto de ilhas, a principal atração é a biodiversidade. Além de tartarugas, golfinhos e baleias, destacam-se mais de 10 mil aves marinhas. Por isso, o passeio, geralmente, não se restringe ao mergulho. Inclui também a observação dos pássaros que habitam o arquipélago.
Crédito: Acervo ICMBioMar de Esmeraldas em Fernando de Noronha (PE) – Mais de 230 espécies vivem nesse ponto de mergulho com visibilidade de 50m. São 10 tipos de tubarões e 15 corais. Ali ficam as carcaças dos navios Corveta Ipiranga (brasileiro, afundou em 1983) e Eleni Stathatos (grego, naufragou em 1930).
Crédito: facebook.com/@noronhadiversIlhas de Garopaba (SC) – A região tem dunas, praias, quedas d’água e a Área de Preservação Ambiental da Baleia Franca, onde essa espécie de baleia pode ser vista. Destaque para a Cascata da Encantada e para a Ilha do Coral, onde um paredão tem inscrições rupestres de 3 mil anos.
Crédito: www.basecangulo.com.brPontos de naufrágios de Recife (PE) – Os 33 pontos de mergulho temático transformam Recife na Capital Nacional dos Naufrágios. Em alguns casos, barcos naufragaram de verdade; em outros, embarcações foram afundadas para enriquecer o cenário que atrai mergulhadores de todo o país.
Crédito: Rafa Medeiros / Prefeitura do RecifeIlha de Itacolomi (PR) – Formada por duas grandes pedras que compõem a paisagem, a área tem duas balsas submersas – naufrágios artificiais – a 27m de profundidade. Dentre os peixes da região, destacam-se os numerosos cardumes de sardinhas e os meros, que podem atingir três metros de comprimento.
Crédito: Ferfco / wikimedia commonsCidade submersa de Petrolândia (PE) – A inundação de parte da cidade de Petrolândia para a construção de uma usina hidrelétrica em 1988 criou um local de mergulho intrigante. As construções ficaram submersas. O topo de uma igreja é visto acima da linha d’água (foto). É a chamada “Atlântida Brasileira”.
Crédito: Andre Estima / FlickrPraia Vermelha (RJ) – Indicada para mergulhos no fim da tarde, onde o pôr do sol cria um espetáculo avermelhado que dá nome à praia. E também para mergulhos noturnos. O trecho tem estrelas-do-mar, polvos e anêmonas. Água fria e visibilidade de até 8m, chegando a 300m na faixa oceânica (para experientes).
Crédito: Reprodução Youtube canal BR MergulhoParque Nacional da Serra da Bodoquena (MS) – Piscinas naturais, formadas por cachoeiras, dão acesso a cavernas num dos mais interessantes ecossistemas do Pantanal. As águas cristalinas do Rio Betione são um convite a um mergulho – raso, mas propício para fotos de espécies da união da Mata Atlântica com o Cerrado.
Crédito: www.turismo.bonito.ms.gov.brCachoeiras da Pedra Roxa (ES) – Situado na Serra do Caparaó, na divisa entre Espírito Santo e Minas Gerais, o Parque Nacional do Caparaó tem trilhas ecológicas e poços de águas transparentes, formados por cachoeiras, na mesma área verde onde fica a terceira montanha mais alta do Brasil: o Pico da Bandeira (2.892m).
Crédito: Câmara Municipal de IbitiramaVale Encantado (MG) – Também fica no Parque Nacional do Caparaó. É o trecho formado pelo Rio Preto e a Cachoeira Bonita, a a uma altitude de 1.750 metros. A queda d’água percorre um paredão de 80 metros. Os poços são profundos e gelados, entre 19ºC e 22ºC, podendo descer a 4ºC negativos no inverno.
Crédito: wikimedia commons