Menina de 12 anos sofre sangramentos nasais e descobre sanguessuga alojada na garganta

Uma menina de 12 anos precisou de atendimento médico após beber água não tratada de um riacho em Herat, no Afeganistão, e passar uma semana com irritação na garganta, dificuldade para engolir, tosse e sangramentos nasais. E a causa surpreendeu os profissionais de saúde.

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No hospital, os médicos descobriram uma sanguessuga de 8 centímetros presa à garganta da adolescente, provavelmente ingerida quando ela bebeu a água. O animal foi retirado com uma pinça, mas a menina apresentou anemia leve e precisou tomar ferro.

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O caso, publicado na revista científica Clinical Case Reports, alertou para os riscos da ingestão de água contaminada, especialmente entre crianças. A saliva das sanguessugas contém hirudina e outras substâncias que dificultam a coagulação e dilatam os vasos sanguíneos, o que pode provocar sangramentos persistentes.

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As sanguessugas são animais invertebrados pertencentes ao filo dos anelídeos, o mesmo grupo que inclui as minhocas. Elas possuem corpo alongado e segmentado, além de ventosas nas extremidades que ajudam na locomoção e na fixação.

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Embora muitas pessoas associem esses animais ao sangue, apenas parte das espécies possui hábito hematófago, ou seja, alimenta-se do sangue de outros animais. As sanguessugas podem viver em ambientes de água doce, no mar e em áreas terrestres úmidas, conforme a espécie.

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As espécies hematófagas localizam seus hospedeiros por meio de estímulos relacionados ao calor, ao movimento e a substâncias liberadas pela pele. Para se alimentar, algumas espécies fazem uma pequena perfuração na pele e liberam substâncias que impedem a coagulação do sangue.

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A hirudina tornou as sanguessugas importantes para estudos médicos e aplicações terapêuticas. A hirudoterapia, técnica que utiliza sanguessugas sob supervisão profissional, pode auxiliar em determinados procedimentos para melhorar a circulação sanguínea.

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Esses animais também exercem papel ecológico, pois participam das cadeias alimentares como predadores, parasitas e presas de outras espécies. Algumas sanguessugas atacam pequenos invertebrados, como vermes, moluscos e larvas de insetos.

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Outras espécies podem parasitar peixes, anfíbios, aves, mamíferos e até seres humanos. Apesar da aparência assustadora para muitas pessoas, elas não costumam representar ameaça grave aos humanos quando o contato ocorre de forma ocasional.

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