Mestre Ciça rege a Sapucaí em noite histórica para a Viradouro

Na Marquês de Sapucaí, a Unidos do Viradouro construiu um desfile em que a emoção falou mais alto que qualquer efeito visual. Afinal, o enredo “Pra Cima, Ciça!” reverenciou Mestre Ciça (Moacyr da Silva), uma das grandes referências do samba.

Crédito: Viradouro - Rio Carnaval - Fotos: Eduardo Hollanda

O desfile homenageou sua trajetória como referência entre ritmistas, com direito ao próprio à frente da bateria. Cada parada e cada retomada ganharam significado especial, com a multidão indo à loucura na Sapucaí.

Crédito: Viradouro - Rio Carnaval - Fotos: Eduardo Hollanda

A festa mostrou diferentes momentos da carreira do mestre, recriando passagens marcantes em alas coreografadas que simulavam ensaios, bastidores e grandes noites do Carnaval carioca.

Crédito: Viradouro - Rio Carnaval - Fotos: Eduardo Hollanda

No encerramento, a bateria assumiu papel absoluto de protagonista. Com paradinhas longas, bossas elaboradas e retomadas explosivas, os ritmistas transformaram a avenida em um verdadeiro espetáculo de precisão e potência.

Crédito: Viradouro - Rio Carnaval - Fotos: Eduardo Hollanda

As baterias de escola de samba, aliás, são um dos elementos mais importantes do desfile, sendo responsáveis por dar o ritmo e o andamento da apresentação. Saiba tudo sobre elas nesta galeria!

Crédito: flickr Circuito Fora do Eixo

As baterias são formadas por uma grande variedade de instrumentos, que são tocados por ritmistas experientes. A tradição das baterias de escola de samba é longa e rica.

Crédito: wikimedia commons Wigder Frota

Elas surgiram no início do século 20, quando os blocos carnavalescos começaram a incorporar instrumentos de percussão em seus desfiles. As primeiras baterias usavam como instrumento tamborins, latas de manteiga, cuícas e pandeiro.

Crédito: flickr Geraldo Viola

As baterias se tornaram cada vez mais complexas e sofisticadas, e hoje são um dos elementos mais importantes. Além de darem ritmo, as baterias de escola de samba influenciam nos outros quesitos técnicos do desfile de diversas maneiras.

Crédito: flickr Rodrigo Propósito

São elas que podem ajudar a criar uma atmosfera animada e contagiante, o que ajuda a motivar as demais alas e atrair a atenção do público.

Crédito: Agência Brasil/Tata Barreto

As baterias tornaram-se verdadeiras orquestras percussivas, compostas por instrumentos específicos que desempenham papéis distintos na formação do som característico das escolas de samba.

Crédito: Raphael David / Riotur

A influência da bateria vai além do quesito de percussão. A marcação rítmica precisa e a intensidade controlada da bateria têm um impacto direto no andamento do desfile, influenciando a evolução da escola de samba na avenida.

Crédito: flickr José Doval

Quanto mais rápido e forte a bateria toca, mais rápido os membros da escola geralmente desfilam. Isso está diretamente ligado à maneira como a escola evolui na avenida.

Crédito: flickr Geraldo Viola

Nas escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro, cada bateria tem em média entre 250 e 300 componentes.

Crédito: reprodução

Quando se avalia a bateria, deve-se levar em conta a consistência do ritmo em harmonia com o Samba-Enredo.

Crédito: reprodução youtube

Também são levados em conta a combinação perfeita dos sons produzidos pelos diferentes instrumentos e a capacidade criativa e versátil da bateria.

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No carnaval carioca, algumas escolas se destacam por estarem sempre conseguindo as melhores notas no quesito bateria. São elas: Unidos da Tijuca, Salgueiro, Portela, Beija-Flor e Mocidade Independente de Padre Miguel.

Crédito: reprodução youtube

Um detalhe importante é que, até o início do século 20, as baterias das escolas de samba eram compostas apenas por homens, mas isso vem mudando radicalmente nos últimos anos.

Crédito: reprodução redes sociais

Em 2023, por exemplo, as mulheres já representavam cerca de 40% dos ritmistas das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro.

Crédito: divulgação