‘Mestre dos mestres’: relembre a trajetória de Ciça, um dos maiores nomes do carnaval carioca

A Unidos do Viradouro conquistou o título do carnaval do Rio de Janeiro em 2026 com o enredo “Pra cima, Ciça!”, alcançando seu quarto campeonato.

Crédito: Flickr - Eduardo Hollanda

O desfile homenageou, ainda em vida, Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça, comandante da bateria da escola.

Crédito: Flickr - Eduardo Hollanda

A passagem da escola foi marcada por surpresas desde a comissão de frente, que contou a infância de Ciça no samba e incluiu a aparição inesperada do próprio homenageado, que se revelou no meio da coreografia e reviveu seus tempos de passista.

Crédito: Flickr - Eduardo Hollanda

A emoção tomou conta do público e integrantes, com muitos deles inclusive atravessando a avenida em lágrimas.

Crédito: Flickr - Eduardo Hollanda

“Ainda parece que estou sonhando. Para um sambista, para alguém que está há 38 anos como mestre de bateria e ser homenageado, quem ganha é sempre o samba e o sambista”, disse Ciça, emocionado após a vitória.

Crédito: Reprodução/Instagram @unidosdoviradouro

Nascido no Rio de Janeiro, em 20 de Julho de 1956, Mestre Ciça construiu uma vida inteira dedicada ao samba e ao carnaval.

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Sua caminhada começou em 1971, quando desfilou como passista e ritmista da então Unidos de São Carlos, que anos depois passou a se chamar Estácio de Sá.

Crédito: Reprodução do Instagram @mestrecicaoficial

Foi pela Estácio que ele assumiu, pela primeira vez, a liderança de uma bateria, dando início à carreira como mestre, em 1989.

Crédito: Flickr Manchete Online

Em 1992, pela Estácio, Ciça conquistou seu primeiro título de campeão do Grupo Especial, com o enredo “Paulicéia Desvairada – 70 Anos de Modernismo”.

Crédito: Reprodução

Mais tarde, consolidou seu nome na Viradouro, escola na qual atuou como diretor de bateria entre 1999 e 2009.

Crédito: Flickr Rio Carnaval

Ele também passou por escolas como União da Ilha do Governador, Acadêmicos do Grande Rio e Unidos da Tijuca.

Crédito: Ricardo Almeida Fotógrafo/Wikimedia Commons

Em 2019, retornou à Branca e Vermelha de Niterói, onde está até hoje.

Crédito: Reprodução/TV Globo

O retorno triunfal para a Viradouro rendeu a Ciça os campeonatos de 2020 e 2024, além do de 2026.

Crédito: Alexandre Macieira/Riotur

Com mais de meio século de dedicação ao carnaval, Mestre Ciça define o momento atual como especial.

Crédito: Flickr – Eduardo Hollanda

“A sensação é de reconhecimento, de emoção […] ser homenageado no maior carnaval do mundo, que é o do Rio de Janeiro, estou vivendo um momento único”, disse ele em janeiro.

Crédito: Rio Carnaval/Dhavid Normando

Por ser muito magro e fumante, Ciça é chamado por alguns de “mestre caveira”. “É muita emoção, muita alegria. Não tenho palavras. E vou até parar de fumar”, declarou após o título.

Crédito: Rafael Catarcione/Riotur

Conhecido pelo perfil discreto, Ciça também recebeu o apelido de “mestre dos mestres” do carnaval, dado pelos próprios ritmistas.

Crédito: Tata Barreto/RioTur