Metade era de mulheres: exposição sobre samurais desmistifica imagem dos icônicos guerreiros japoneses

Uma nova exposição do Museu Britânico de Londres, intitulada “Samurai”, propõe desconstruir os mitos e estereótipos em torno da icônica classe guerreira japonesa.

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A exibição reúne mais de 280 itens, incluindo armaduras raras, armas, livros, fotos e peças de roupas.

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A mostra revela que a imagem popular do samurai, muitas vezes exagerada pelo cinema e pela cultura pop, vai além de uma construção histórica e nostálgica.

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Dividida em três partes, a mostra aborda os samurais como guerreiros, sua influência na cultura contemporânea e sua transformação em burocratas e patronos das artes após 1615, quando deixaram as batalhas.

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“Os filmes e as imagens de Hollywood se espalham pelo mundo e se fixam como ideias das pessoas […] Há um fundo de verdade nisso, mas é exagerado”, afirmou a curadora das Coleções Japonesas do Asahi Shimbun, Dra. Rosina Buckland.

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Entre os destaques da exposição estão uma armadura rara e obras que conectam o passado à arte e ao entretenimento atuais.

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A mostra destaca ainda que as mulheres compunham metade da classe dos samurais e, embora raramente lutassem, eram pilares essenciais da ordem de elite.

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Os samurais surgiram no Japão feudal entre os anos 1100 e 1600, quando eram contratados por famílias ricas como seguranças particulares.

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Com o tempo, os samurais se tornaram a elite militar e política do país, servindo a senhores conhecidos como daimyō.

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O coração da identidade desses guerreiros era o Bushido, ou “Caminho do Guerreiro”, um código de conduta rigoroso que valorizava a lealdade absoluta ao senhor feudal, a coragem, a honra e a autodisciplina.

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Mais do que meros soldados, eles eram a casta social dominante, cultivando não apenas a habilidade com a espada, mas também em caligrafia, poesia e a cerimônia do chá.

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A arma mais icônica do samurai era a katana, considerada a extensão de sua alma, frequentemente acompanhada por uma lâmina curta chamada wakizashi.

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Um ponto central de sua filosofia era a visão da morte: preferiam o suicídio ritual, o seppuku, a enfrentar a desonra ou a captura.

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Aqueles que perdiam seu mestre e vagavam sem clã eram conhecidos como ronin, figuras frequentemente romantizadas na literatura e no cinema como heróis solitários ou mercenários.

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Com a unificação do Japão durante o Período Edo, a função militar dos samurais diminuiu, transformando-os em burocratas e administradores.

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O fim definitivo da classe ocorreu na Restauração Meiji, no fim do século 19, quando o país se modernizou e baniu o porte de espadas em público.

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Já no início do século 20, sob pressões políticas e coloniais, a imagem do samurai foi manipulada para fortalecer a identidade nacional japonesa.

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Algumas das principais obras da cultura pop que retratam samurais incluem o filme “Os Sete Samurais”, de 1954, o anime “Rurouni Kenshin” (ou “Samurai X”) e a série de TV “Xógum: A Gloriosa Saga do Japão“, de 2024.

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