No Japão, as chamadas “Moças do Yakult” têm se tornado peças fundamentais de uma rede de assistência social informal com o intuito de combater a solidão das pessoas idosas.
Elas visitam casas diariamente para vender a popular bebida probiótica, mas acabam funcionando também como um importante ponto de contato humano.
Crédito: Divulgação/Yakult HonshaO trabalho das “Moças do Yakult” já se expandiu para o mundo inteiro e hoje conta com cerca de 80 mil representantes em 14 países — inclusive o Brasil.
Crédito: Divulgação/YakultEm suma, os probióticos são microrganismos vivos — principalmente bactérias e algumas leveduras — que, quando consumidos em quantidades adequadas, podem trazer benefícios à saúde.
Crédito: Wikimedia Commons/Hadassa Loth de OliveiraEles atuam principalmente no sistema digestivo, ajudando a equilibrar a microbiota intestinal, que é o conjunto de trilhões de microrganismos que vivem no intestino humano.
Crédito: Antônio Augusto - FlickrEsse ecossistema é fundamental para diversas funções do organismo, incluindo digestão, metabolismo, imunidade e até aspectos relacionados ao humor e ao bem-estar.
Crédito: FreepikO conceito de probiótico começou a ganhar forma no início do século 20, quando cientistas passaram a observar que certas bactérias presentes em alimentos fermentados pareciam trazer efeitos positivos à saúde.
Crédito: CDC/UnsplashUm dos pesquisadores pioneiros nesse campo foi o microbiologista japonês Minoru Shirota, que na década de 1930 isolou uma bactéria benéfica do grupo dos lactobacilos e a utilizou no desenvolvimento da bebida probiótica Yakult.
Crédito: Domínio PúblicoSeu objetivo era combater doenças infecciosas comuns na época, fortalecendo o intestino por meio da ingestão de bactérias consideradas positivas para o organismo humano.
Crédito: Freepik/macrovectorA definição científica moderna de probiótico foi estabelecida por organizações internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
Crédito: Davi Mendes/UnsplashEles descrevem esses microrganismos como “organismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefício à saúde do hospedeiro”.
Crédito: Unsplash/National Institute of Allergy and Infectious DiseasesEssa definição reforça dois pontos importantes: os microrganismos precisam estar vivos e precisam ser ingeridos em quantidade suficiente para produzir efeito.
Crédito: Daily Nouri/UnsplashEntre as bactérias probióticas mais conhecidas estão espécies dos gêneros Lactobacillus, Bifidobacterium, Saccharomyces (uma levedura) e algumas linhagens de Streptococcus e Enterococcus.
Crédito: Freepik/mego-studioCada cepa pode ter funções específicas, por isso diferentes probióticos podem produzir efeitos distintos no organismo, desde ajuda na digestão de alimentos, equilíbrio da flora intestinal, e até redução de certos problemas gastrointestinais.
Crédito: Freepik/asierromeroA principal área de atuação dos probióticos é o intestino. Eles ajudam a manter o equilíbrio entre bactérias benéficas e potencialmente prejudiciais, competindo por espaço e nutrientes dentro do trato digestivo.
Crédito: Elias/PixabayAlém disso, muitos probióticos produzem substâncias que ajudam a regular o pH intestinal e estimulam o funcionamento do sistema imunológico.
Crédito: Nastya Dulhiier/UnsplashOs probióticos podem ser encontrados tanto em suplementos quanto em alimentos naturalmente fermentados. Entre os alimentos mais conhecidos estão o iogurte, o kefir, o chucrute, o kimchi, o missô e o natto, além de bebidas fermentadas como o próprio Yakult.
Crédito: Joshua Fernandez/UnsplashApesar dos potenciais benefícios, os efeitos dos probióticos podem variar bastante entre indivíduos, dependendo da composição da microbiota intestinal, da dieta, da idade e do estado geral de saúde.
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