Mudas de planta rara e cobiçada no mercado ilegal são resgatadas dentro de sacolas na “Cidade Imperial”

Equipes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) recuperaram nove exemplares de uma planta rara ameaçada de extinção em Petrópolis, a famosa “Cidade Imperial”, na Região Serrana do Rio de Janeiro.

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Foi durante uma ação de fiscalização no Monumento Natural Estadual da Serra da Maria Comprida (Mona), no dia 14 de janeiro.

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As mudas foram retiradas de forma ilegal do ambiente natural e estavam escondidas em duas sacolas plásticas deixadas à beira de uma trilha.

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A principal hipótese é que contrabandistas tenham escondido o material para transportá-lo em um horário de menor vigilância.

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A espécie resgatada é a Worsleya procera, popularmente conhecida como “Imperatriz do Brasil”.

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Endêmica do estado do Rio de Janeiro, essa planta é altamente cobiçada no comércio clandestino de espécies ornamentais raras, no qual pode chegar a custar milhares de dólares.

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Após a apreensão, os agentes realizaram o replantio imediato dos exemplares e os devolveram ao seu habitat natural.

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As plantas foram replantadas em áreas de difícil acesso dentro da unidade, como forma de dificultar novas tentativas de extração ilegal.

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Em comunicado oficial, o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, reforçou que a retirada irregular de plantas nativas configura crime ambiental.

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Ele destacou ainda que a vigilância constante nas unidades de conservação é essencial, pois a perda de espécies endêmicas é irreversível e representa um grave prejuízo ao patrimônio natural do estado.

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Com registros históricos de 150 anos, a Worsleya procera enfrenta risco de extinção por conta da coleta predatória.

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A planta é muito visada pelo tráfico de flora, especialmente para atender à demanda de mercados internacionais para países da Ásia.

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Nativa exclusivamente do Brasil, essa planta é a única representante do seu gênero.

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O que a torna verdadeiramente especial — além de sua exclusividade geográfica — é a coloração extraordinária de suas flores: um tom de azul-azulado ou lilás intenso.

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Essa coloração é algo extremamente incomum entre as amarilidáceas, que geralmente variam entre o vermelho, branco e laranja.

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Diferente de outros bulbos que ficam enterrados, o “bulbo” da Worsleya é, na verdade, um “pseudocaule” longo e robusto que pode atingir até um metro de altura.

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As flores surgem em hastes florais eretas, acima da folhagem, e possuem formato semelhante ao de um lírio, com pétalas largas e delicadas.

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