Um professor de Harvard defendeu uma tese que atraiu a atenção. Ele defendeu que o ser humano não foi feito para correr, mas para sentar. A ideia contraria boa parte das recomendações modernas sobre atividade física intensa.
O autor é o paleoantropólogo Daniel Lieberman, especialista em evolução humana. Em seus estudos e livros, ele analisa como o corpo se desenvolveu ao longo de milhares de anos.
Crédito: Daniel Lieberman, InstagramSegundo o pesquisador, a evolução não moldou o corpo para exercícios intensos como os atuais. Correr regularmente, como prática esportiva, seria algo relativamente recente na história humana.
Crédito: Daniel Lieberman, InstagramLieberman afirma que os humanos evoluíram para caminhar e descansar com frequência. A maior parte da rotina ancestral era composta por deslocamentos moderados e longos períodos de repouso.
Crédito: silviarita pixabayNossos antepassados caminhavam em busca de alimento ou abrigo, não por estética ou desempenho físico. Depois dessas atividades, passavam bastante tempo sentados ou em repouso.
Crédito: imagem gerada por i.aEsse padrão teria moldado o corpo para economizar energia sempre que possível. A tendência natural seria evitar esforços desnecessários para garantir a sobrevivência.
Crédito: Zigmars Berzins pixabayO professor explica que o metabolismo humano já gasta grande parte da energia em funções vitais. Assim, o organismo foi programado para poupar energia e não desperdiçá-la em excesso.
Crédito: FreepikPor isso, a corrida intensa e frequente seria uma sobrecarga para o corpo. Ele afirma que o organismo tolera melhor atividades moderadas, como caminhadas regulares.
Crédito: Kate Trifo/UnsplashOutro ponto defendido é que sentar não deveria ser tratado como um vilão absoluto. Para o pesquisador, o problema real é ficar parado por horas seguidas sem se movimentar.
Crédito: PixabayEle critica a ideia moderna de que é preciso treinar sempre mais e mais. Nas redes sociais, exercícios extremos são vistos como padrão ideal, o que nem sempre corresponde à biologia humana.
Crédito: imagens FreepikMesmo assim, Lieberman não defende o sedentarismo completo. Ele sugere alternar períodos de movimento e descanso, com atividades físicas equilibradas.
Crédito: Zigmars Berzins pixabayA tese diverge de outra corrente científica que diz que os humanos evoluíram para correr longas distâncias. Estudos apontam que nossos ancestrais podiam perseguir presas por horas.
Crédito: imagem gerada por i.aEssa visão tradicional sustenta que o corpo humano é naturalmente atlético. Assim, a prática de corrida seria parte importante da evolução e da saúde.
Crédito: Jenny Hill UnsplashO professor de Harvard propõe um meio-termo entre as duas ideias. Para ele, a saúde está no equilíbrio entre movimento moderado e períodos de descanso, sem extremos. Ficar sentado, descansando, faz bem.
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