Na Serra da Canastra, uma das aves mais ameaçadas do mundo recebe apoio de ‘força-tarefa’ para sobreviver

Na região da Serra da Canastra, em Minas Gerais, um trabalho constante de conservação tenta preservar uma das aves mais raras e ameaçadas do mundo.

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Trata-se do pato-mergulhão, que reapareceu na região no fim dos anos 1990 após décadas sem registros.

Crédito: Reprodução do Flickr Hector Bottai

Desde então, a espécie passou a ser monitorada por pesquisadores e ambientalistas do Projeto Ecomergus, da BluestOne.

Crédito: Reprodução do Flickr Hector Bottai

A iniciativa é parte dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

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Na prática, três machos da espécie foram equipados com transmissores via satélite movidos a energia solar (apelidados de “mochilas”.

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Esses dispositivos, testados e fornecidos pelo Zooparque Itatiba, permitem rastrear os deslocamentos das aves remotamente, sem interferir em seu comportamento natural.

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Durante uma expedição no Parque Nacional da Serra da Canastra, a equipe de pesquisa conseguiu localizar e registrar uma família de sete patos-mergulhões, incluindo filhotes.

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Este registro é crucial, pois, pela primeira vez, será possível mapear o destino dos jovens após se separarem dos pais.

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A presença do pato-mergulhão, que depende de rios limpos e conservados, serve como um indicador da saúde ambiental do Cerrado e de suas nascentes.

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O pato-mergulhão é uma ave aquática endêmica do Brasil, pertencente à família Anatidae. Sua dieta é piscívora, baseada em pequenos peixes, larvas de insetos e outros organismos aquáticos.

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A espécie sofreu forte declínio por causa da degradação de rios, represamento, poluição e turismo desordenado.

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A Serra da Canastra é um dos mais importantes patrimônios naturais do Brasil. A região abriga o Parque Nacional da Serra da Canastra, criado em 1972.

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Seu principal atrativo é a nascente histórica do Rio São Francisco, o “Velho Chico”, situada no município de São Roque de Minas.

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Além disso, a Serra é famosa pela imponente Cachoeira Casca d’Anta, a primeira grande queda do rio, com cerca de 186 metros de altura.

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A paisagem da Serra da Canastra inclui chapadões, cânions, paredões rochosos e extensos campos rupestres, formando um cenário deslumbrante.

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A região é conhecida por sua rica biodiversidade, com espécies emblemáticas como o lobo-guará e o tamanduá-bandeira.

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Também é celebre pela sua cultura rural e pela produção do autêntico Queijo Canastra, iguaria mineira reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.

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O acesso ao parque e às atrações é feito majoritariamente por estradas de terra, sendo o uso de veículos 4×4 frequentemente recomendado, especialmente na época das chuvas, que vai de outubro a abril.

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