Nelson Motta faz revelações sobre intimidade e carreira de Marisa Monte

O jornalista, compositor e produtor musical Nelson Motta compartilhou curiosidades sobre Marisa Monte em entrevista ao programa “Sem Censura”, da TV Brasil. Ao comentar sobre sua relação profissional e pessoal com a cantora, ele destacou a autonomia que Marisa conquistou ao longo da carreira, com o domínio de diferentes áreas de sua atuação, além do repertório. "Como poucos artistas no Brasil, ela tem controle absoluto sobre sua obra, sua carreira. Tudo é dela! Ela comprou tudo de volta das gravadoras. Ela tem editora, ela tem o direito das músicas. Ela tem tudo!", exaltou.

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Nelson Motta, que descobriu o talento de Marisa Monte nos anos 1980 e foi o produtor do seu primeiro álbum (“MM”, em 1989), também fez uma curiosa revelação da vida pessoal. Ele contou o apelido que Diogo Pires, marido da cantora, utiliza para se referir a ela dentro de casa. "O Diogo, marido dela, que é meu empresário e um amigo queridíssimo a vida toda, fala: 'O general ali. Não troco uma lâmpada em casa. O general domina tudo'. Mas com aquela vozinha... Nunca vi a Marisa gritar com ninguém, e ela consegue tudo o que ela quer. Ela é a mais doce dos generais", disse.

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Nelson Motta tem uma longa e bem-sucedida trajetória em diferentes áreas da cultura brasileira. Nascido em São Paulo, em 29 de outubro de 1944, mudou-se ainda criança com a família para o Rio de Janeiro. Aos 20 anos, iniciou sua carreira jornalística no Jornal do Brasil, época em que se aproximou de compositores e músicos que se tornariam referências da MPB. Entre eles estavam nomes como Dori Caymmi, Edu Lobo, Chico Buarque e Sérgio Mendes.

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A relação com a música ganhou força também por meio da crítica e do trabalho em jornais. Durante quase uma década, entre 1975 e 1982, Nelson manteve uma coluna em “O Globo”, na qual comentava lançamentos, shows, turnês e os bastidores da indústria fonográfica. Antes disso, havia passado por veículos como “Última Hora” e “Jornal do Brasil”. Sua atuação como jornalista ajudou a consolidá-lo como um dos observadores mais atentos da transformação da música brasileira.

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Paralelamente ao jornalismo, Nelson Motta tornou-se compositor e produtor musical. Como letrista, escreveu canções em parceria com artistas como Dori Caymmi, Lulu Santos, Guilherme Arantes e Rita Lee. Entre suas composições estão “Saveiros”, "Como uma Onda", "Coisas do Brasil" e "Bem Que Se Quis" (versão de música do italiano Pino Daniele), esta última associada ao início da carreira de Marisa Monte. Como produtor e diretor artístico, trabalhou com nomes como Elis Regina, Wilson Simonal, Wanderléa e Lulu Santos.

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Outro capítulo importante de sua carreira foi a descoberta e o lançamento de novos artistas. Nelson teve papel decisivo no início da trajetória de Marisa Monte e também esteve envolvido com projetos que marcaram a cena musical brasileira. Em 1975, promoveu a primeira edição do Hollywood Rock, iniciativa que ajudou a aproximar o público brasileiro de grandes atrações do rock. Mais tarde, sua atuação na televisão se ampliou com programas como "Chico & Caetano" e "Armação Ilimitada", dos quais foi idealizador ou roteirista.

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A televisão também o levou ao "Manhattan Connection", programa do GNT do qual participou na década de 1990 ao lado de Lucas Mendes, Caio Blinder e Paulo Francis. Ao longo da carreira, Nelson ainda atuou como apresentador, roteirista e comentarista, mantendo ligação constante com jornalismo e cultura. Na literatura, publicou obras de diferentes gêneros, entre elas "Noites Tropicais", "O Canto da Sereia", "Bandidos e Mocinhas" e “101 Canções que Tocaram o Brasil” (projeto que virou série no Canal Curta!”. Em 2007, lançou "Vale Tudo: o Som e a Fúria de Tim Maia", biografia que se tornou uma de suas obras mais conhecidas.

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Com uma carreira que atravessa mais de seis décadas, Nelson Motta é uma figura singular da cultura brasileira por transitar entre o jornalismo, a música, a televisão e a literatura. Seu trabalho já esteve ligado a diferentes gerações de artistas e a importantes transformações da indústria cultural no país. Além de registrar parte dessa história como jornalista e escritor, participou diretamente dela como compositor, produtor e descobridor de talentos.

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