Os vaga-lumes existem desde a Era Mesozoica, período em que os dinossauros dominavam a Terra. Evidências fósseis indicam que esses insetos já produziam luz há cerca de 100 milhões de anos, no Cretáceo. Em 2025, cientistas identificaram um exemplar luminoso preservado em âmbar.
A espécie foi nomeada de Flammarionella heihakuni e descrita na revista científica Biological Sciences.O nome foi uma homenagem ao astrônomo francês Camille Flammarion e ao colecionador amador Haikun He, que doou diversos espécimes preservados em âmbar aos cientistas.
Crédito: Cai et al./Biological SciencesSegundo o estudo, o fóssil ajuda a preencher lacunas na compreensão da história evolutiva dos besouros lampyroides [família à qual pertencem os vaga-lumes] e mostra que características importantes, como órgãos abdominais leves, permaneceram consistentes desde meados do Cretáceo.
Crédito: Flickr anchusphotographyVaga-lume ou pirilampo são denominações comuns de insetos coleópteros dotados por suas emissões de luz bioluminescente.
Crédito: Flickr lwj168Assim, suas larvas alimentam-se principalmente de vegetais e outros insetos menores. Além disso, há espécies com hábitos terrícolas, que roem raízes e base do caule de plantas.
Crédito: Flickr asukaUma das espécies mais comuns na Europa é a Lampyris noctiluca, na qual apenas os machos são alados. As suas larvas são predadoras vorazes de caracóis e, por isso, consideradas amigas dos agricultores.
Crédito: - Flickr Mary RasmussenOs órgãos bioluminescentes do pirilampo localizam-se na parte inferior dos segmentos abdominais. A luciferina é oxidada pelo oxigênio nuclear, com mediação da enzima luciferase. Algo que resulta em oxiluciferina que perde energia, fazendo assim o inseto emitir luz.
Crédito: Flickr James PalazzoloAs fêmeas produzem a luz para atrair parceiros, mas tem uma desvantagem. A sua própria luminosidade pode também atrair predadores, como a lagartixa.
Crédito: Flickr terry priestEspecificamente no Brasil, concentra-se 25% das duas mil espécies de vaga-lumes do mundo. A Mata Atlântica é um dos ecossistemas que possui o maior número desses animais.
Crédito: Flickr terry priestOs vaga-lumes adultos medem entre cinco e vinte e cinco milímetros de comprimento, tendo o corpo achatado. A coloração varia entre o marrom-escuro, preto, alaranjado e amarelo.
Crédito: Flickr Our Breathing PlanetDesse modo, os machos apresentam asas, enquanto as fêmeas possuem asas pequenas ou não possuem. Eles também contam com três pares de pernas.
Crédito: DKfindout/ReproduçãoOs vaga-lumes habitam tanto regiões tropicais quanto temperadas. De maneira geral, eles preferem áreas quentes e úmidas, sendo apenas algumas espécies encontradas em regiões secas.
Crédito: Visit Jersey/Reprodução.Os vaga-lumes, geralmente, comem lesmas, caracóis e minhocas. Algumas espécies consomem pólen ou néctar, enquanto somente alguns representantes são predadores, podendo também realizar o canibalismo, quando as fêmeas consomem os machos.
Crédito: Reprodução do YoutubeEsses insetos se reproduzem por meio da deposição dos ovos, feita pelas fêmeas. Quando eles eclodem, pequenas larvas achatadas surgem e também produzem bioluminescência.
Crédito: Reprodução do YoutubeNo primeiro momento da vida, elas vivem no chão e se alimentam de caracóis e lesmas, injetando um fluido dentro do corpo da presa para fazer a pré-digestão antes do consumo.
Crédito: Reprodução do Youtube