Um herbicida empregado no Brasil para o controle de plantas invasoras foi reclassificado como "provavelmente carcinogênico para humanos".
A reclassificação foi feita pela Agência Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (IARC), órgão da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Crédito: Domínio Público - Wikimédia CommonsTrata-se da atrazina, usada em diversas culturas como abacaxi, cevada, milho, soja e cana-de-açúcar.
Crédito: ReproduçãoO composto permaneceu por décadas sem classificação definida quanto ao risco de provocar tumores por falta de evidências conclusivas.
Crédito: Eric Brehm/UnsplashA nova avaliação substitui a classificação anterior de 1998, quando não havia provas suficientes de que o herbicida pudesse causar câncer.
Crédito: Reprodução/GloboNewsA pesquisa foi fruto do trabalho de 22 pesquisadores internacionais, entre eles a brasileira Cassiana Montagner, da Unicamp.
Crédito: Reprodução/EPTVA mudança de categoria significa que qualquer grau de exposição passa a ser considerado arriscado.
Crédito: Th G/PixabaySegundo Montagner, substâncias colocadas no grupo 2A não admitem níveis seguros de contato, o que implica a necessidade de rever práticas agrícolas e rotinas de manuseio.
Crédito: Etienne Girardet/UnsplashEspecialistas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) reforçam que, diante das incertezas e das associações observadas, restringir ou banir a substância é a medida mais prudente.
Crédito: Chris Ensminger/UnsplashOutros órgãos como Anvisa e Ibama, por sua vez, afirmam que mudanças só podem ocorrer após um processo formal de reanálise, que ainda não foi iniciado.
Crédito: DivulgaçãoA IARC realiza anualmente essa avaliação de potencial cancerígeno de substâncias, seguindo um procedimento sigiloso para garantir a isenção de influências corporativas.
Crédito: Spencer Scott Pugh/UnsplashOs especialistas são organizados em quatro grupos que analisam a exposição humana, a capacidade de provocar câncer em humanos e animais, e os mecanismos moleculares envolvidos.
Crédito: Chokniti Khongchum por Pixabay"Não é uma evidência catastrófica, que daí justificaria classificá-lo como classe 1. Mas, no caso do grupo 2A, seria assim: 'É carcinogênico, temos todas as evidências para a carcinogenicidade", explicou a pesquisadora brasileira.
Crédito: Darko Stojanovic por PixabaySegundo ela, "ações precisam ser tomadas para diminuir a exposição humana a esse composto".
Crédito: Reprodução/EPTVResíduos do composto são persistentes, contaminam o solo, escoam para rios e chegam ao consumo humano por meio do ar, da água potável e de alimentos — o tratamento de água atual não é eficaz na sua remoção.
Crédito: Zoshua Colah/Unsplash"A gente tem todos esses dados que mostram que nós, seres humanos, não só os agricultores, estamos expostos”, pontua Cassiana.
Crédito: DivulgaçãoEmbora a reclassificação da IARC não tenha poder regulatório direto, funciona como referência para agências nacionais.
Crédito: Aqua Mechanical/Wikimedia CommonsO tema já chegou ao Congresso por meio do PL 5080/2023, que propõe proibir o princípio ativo em todo o território nacional.
Crédito: Reprodução TV MorenaDesde 2003, diversos países da União Europeia já não fazem uso da atrazina por razões ambientais.
Crédito: Wikimedia Commons/Anis Mujahid Akbar