Há três anos, em 11/03/2020, o mundo tomava um grande susto e se preparava para uma nova era: a Organização Mundial da Saúde anunciava a pandemia da Covid-19. As pessoas que tiveram que enfrentar o medo e as perdas com a doença. E cientistas se dedicaram dia e noite em busca da vacina.
Os primeiros casos começaram na cidade de Wuhan, na China, no fim de 2019. Há algumas teorias e pesquisas para tentar adivinhar como ela começou. Uma hipótese muito difundida é de que humanos consumiram ou tiveram contato com um morcego infectado pelo vírus SARS-CoV-2, que causa a doença.
Crédito: Youtube/ ManimaisA doença tem o número 19 em seu nome justamente por ter começado em 2019. Ela pode ser assintomática, mas quando se manifesta gera falta de ar, cansaço, febre, dores, tosse e, como já se sabe, pode levar à morte em poucos dias. É o impacto do coronavírus.
Crédito: Breno Esaki Agência Saúde DFA disseminação se intensificou com o fluxo internacional de viajantes, que se infectaram na China e acabaram levando o vírus para seus países de origem.
Crédito: DivulgaçãoUm dos primeiros casos identificados foi o de uma vendedora ligada ao mercado de Wuhan, associado ao início do surto. A China confirmou a primeira morte em 11 de janeiro de 2020, embora o óbito tenha ocorrido dois dias antes. As autoridades informaram que se tratava de um homem de 61 anos que frequentava o local.
Crédito: Reprodução Youtube / China News Service (Serviço de Notícias da China)Em março de 2020, diversos países adotaram lockdowns e medidas de restrição para conter o avanço da Covid-19. A estratégia buscava reduzir a circulação do vírus ao limitar o contato entre as pessoas, evitando o colapso dos sistemas de saúde. Naquele momento, com informações ainda limitadas, havia expectativa de que as medidas tivessem efeito em um período relativamente curto.
Crédito: Youtube/ Larissa Reis ArquiteturaLojas, serviços, competições esportivas, praias, indústrias…Tudo parou ou se adaptou. Muitos programas de TV e reuniões de trabalho passaram a ser feitos de forma on-line. Quem saísse de casa poderia ser multado, principalmente se não houvesse uma grande justificativa para estar nas ruas.
Crédito: Reprodução do site wsj.com/articles/lessons-of-the-long-covid-yearAlém de permanecerem em casa por dias, semanas e até meses, as pessoas passaram a usar máscaras ao sair às ruas e a intensificar a higiene das mãos com álcool em gel. A alta demanda fez com que esses produtos chegassem a ficar escassos em muitos mercados.
Crédito: Fernando Frazão / Agência BrasilMuitas pessoas passaram a fazer compras para períodos mais longos, reduzindo a frequência de idas aos mercados. Restaurantes fecharam os salões e passaram a funcionar apenas com entregas em domicílio, modelo que também foi adotado por supermercados. O hábito se consolidou e, em muitos casos, permanece até hoje.
Crédito: senivpetro/FreepikEstradas foram fechadas, assim como aeroportos, rodoviárias e estações de trem. O distanciamento social aumentou a sensação de isolamento, já que visitas a familiares passaram a ser evitadas. Abraços e apertos de mão deixaram de ser recomendados. Ainda assim, houve registros de festas clandestinas, com casos que resultaram em punições.
Crédito: Alex Len - wikimedia commonsCom o passar das semanas e dos meses, as medidas foram sendo renovadas, o que levou muitos empresários à falência, mesmo com auxílios governamentais, e aumentou o desemprego. Como consequência, parte da população também empobreceu. Ou seja, além da crise sanitária, o mundo enfrentava um agravamento das condições econômicas.
Crédito:A decisão gerou logo uma grande discussão. A direita defendia a liberdade das pessoas e a retomada plena da atividade econômica. Já a esquerda acreditava que era necessária mais ajuda do governo ao povo e que este não devia sair de casa. Por isso, as duras regras.
Crédito: Tumisu - pixabayCom o avanço da pandemia, hospitais passaram a ficar lotados, e muitos precisaram ser construídos ou adaptados às pressas. Ainda assim, houve pacientes que aguardaram horas ou até dias por atendimento, diante de uma demanda que atingiu proporções sem precedentes.
Crédito: Reprodução do site nationalgeographicbrasil.com/culturaCom o passar do tempo, parte da população em diferentes países passou a flexibilizar o cumprimento das regras de isolamento e a pressionar governos por reaberturas, ainda que com limitações e protocolos sanitários.
Crédito: Reprodução do site maisfutebol.iol.pt/coronavirus/psd/covid-19Além disso, os cientistas passaram a compreender melhor o vírus e avançaram no desenvolvimento de vacinas. Embora o SARS-CoV-2 sofra mutações e a criação de imunizantes geralmente leve anos, foi possível desenvolver vacinas em tempo recorde.
Crédito: Wilfried Pohnke pixabayO avanço da vacinação também contribuiu para a redução gradual das medidas restritivas. No Brasil, a imunização começou no início de 2021 e é oferecida gratuitamente pelo SUS, o Sistema Único de Saúde. A recomendação atual abrange diferentes faixas etárias, conforme orientação das autoridades de saúde
Crédito: Marcello Casal Jr./Agência BrasilAlém da vacinação, a imunidade adquirida após infecções também contribuiu para reduzir o impacto da doença. Embora seja possível se reinfectar, a tendência é que o organismo responda melhor em exposições posteriores, o que pode diminuir a gravidade dos casos. A vacinação segue sendo uma das principais formas de proteção recomendadas pelas autoridades de saúde, havendo, inclusive, doses de reforço.
Crédito: Reprodução TV RecordEm todo o mundo, que já ultrapassa 8 bilhões de habitantes, mais de 13 bilhões de doses de vacinas contra a Covid-19 foram aplicadas desde o início das campanhas. Estima-se que cerca de 5,5 bilhões de pessoas tenham recebido o esquema inicial completo, o que representa aproximadamente dois terços da população global, com variações importantes entre os países.
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