Patty Duke, a atriz do discurso mais curto da história do Oscar: ‘Obrigada’

A atriz norte-americana Patty Duke entrou para a história do Oscar ao fazer o discurso de agradecimento mais curto já registrado na premiação. 

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Ao vencer a estatueta de melhor atriz coadjuvante em 1963 por sua atuação em “O Milagre de Anne Sullivan”, aos 16 anos, ela subiu ao palco e disse apenas “Thank you” (“Obrigada”), agradecendo rapidamente antes de deixar o microfone. 

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O momento tornou-se uma curiosidade célebre da história da cerimônia e marcou o início da consagração da carreira de uma atriz que teve início ainda na infância.

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Patty Duke nasceu Anna Marie Duke em 14 de dezembro de 1946, no bairro de Elmhurst, no distrito do Queens, em Nova York. Filha de uma família de origem irlandesa e vivendo em condições financeiras modestas, teve uma infância marcada por dificuldades. 

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A jovem atriz começou a atuar no fim da década de 1950, aparecendo em programas televisivos e peças teatrais antes de alcançar reconhecimento nacional.

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Seu primeiro grande triunfo artístico ocorreu na Broadway. Em 1959, ainda adolescente, Patty Duke interpretou Helen Keller na montagem teatral de “O Milagre de Anne Sullivan”, peça baseada na história real da escritora e ativista surdocega. 

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A atuação recebeu elogios da crítica e chamou a atenção de produtores de cinema, o que levou à adaptação cinematográfica da peça em 1962. 

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No filme, Duke repetiu o papel de Helen Keller, atuando ao lado de Anne Bancroft, que interpretou a professora Anne Sullivan. 

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A intensidade da interpretação da jovem atriz impressionou a indústria e o público, garantindo-lhe o Oscar de melhor atriz coadjuvante aos 16 anos de idade.

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Após o sucesso no cinema, Patty Duke consolidou sua popularidade na televisão. Entre 1963 e 1966 protagonizou a série “The Patty Duke Show”, uma comédia em que interpretou duas personagens: Patty Lane, uma adolescente americana, e Cathy Lane, sua prima escocesa idêntica. 

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O programa tornou-se bastante popular nos Estados Unidos durante os anos 1960 e contribuiu para transformá-la em um dos rostos mais conhecidos da televisão da época.

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Ao longo das décadas seguintes, a atriz construiu uma carreira marcada por trabalhos no cinema, na televisão e no teatro.  Entre seus papéis mais lembrados estão atuações em produções televisivas como “Meu Doce Charlie”, pelo qual ganhou um Emmy, e na minissérie “Capitães e Reis”. 

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No cinema, participou de filmes como “O Vale das Bonecas”, drama baseado no best-seller de Jacqueline Susann, e também continuou atuando em produções televisivas e teatrais ao longo dos anos 1970 e 1980.

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A vida pessoal de Patty Duke também chamou atenção do público e da imprensa. Ao longo de muitos anos, a atriz enfrentou problemas de saúde mental que mais tarde seriam diagnosticados como transtorno bipolar. 

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Após receber o diagnóstico, tornou-se uma importante defensora da conscientização sobre transtornos mentais, falando abertamente sobre sua experiência em entrevistas, palestras e livros. Em 1982 publicou a autobiografia “Me Chame de Ana”, na qual relatou detalhes de sua infância, carreira e desafios pessoais.

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Outra faceta importante de sua trajetória foi o envolvimento institucional com a indústria do entretenimento. Entre 1985 e 1988, Patty Duke presidiu o Screen Actors Guild (SAG), um dos principais sindicatos de atores dos Estados Unidos, atuando em defesa dos direitos trabalhistas da categoria.

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Na vida familiar, a atriz também ficou conhecida por ser mãe do ator Sean Astin, que mais tarde ganharia reconhecimento internacional por papéis em filmes como a triologia de “O Senhor dos Anéis” e na série ‘Stranger Things”. Em 2004, Patty ganhou uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. 

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Duke apareceu ainda em filmes como “Billie”, no qual interpretou uma adolescente determinada a competir em uma equipe masculina de atletismo, e “Uma Garota Avançada”, papel que lhe rendeu elogios da crítica e indicou sua transição para personagens mais maduros.

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Patty Duke morreu em 29 de março de 2016, aos 69 anos, em Coeur d’Alene, no estado americano de Idaho, em decorrência de complicações de uma infecção intestinal. 

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