Pepeu Gomes voltou a dividir um estúdio com Hyldon no single “O Pierrot, a Lua e o Mar”. A faixa marca a primeira parceria entre os dois músicos após cerca de 40 anos de afastamento, provocado por um desentendimento durante uma partida informal de futebol no Rio de Janeiro, e simboliza a retomada de uma colaboração iniciada nos anos 1970.
O reencontro ocorreu em 2025, durante uma festa promovida pela Warner Chappell Music. Na ocasião, Hyldon foi apresentado a um fã que, na verdade, era Pepeu Gomes. A conversa abriu caminho para a reaproximação artística e, pouco depois, para a gravação da canção.
Crédito: Reprodução Instagram /@pepeugomesoficialO processo criativo fluiu com naturalidade, apoiado em referências da juventude de ambos, agora reinterpretadas a partir da maturidade artística. Pepeu contribui com um solo de guitarra breve, porém expressivo, que se destaca na música em diálogo com o soul característico de Hyldon.
Crédito: Reprodução Instagram /@pepeugomesoficialPepeu Gomes é guitarrista e bandolinista virtuoso, reconhecido por sua participação decisiva no renascimento do choro nos anos 1970, especialmente por meio de sua atuação nos Novos Baianos.
Crédito: Reprodução Instagram /@pepeugomesoficialPedro Aníbal de Oliveira Gomes, seu nome de batismo, nasceu em 7 de fevereiro de 1952, em Salvador, Bahia. Filho de músicos, o pai integrava uma orquestra de bailes e a mãe era professora de piano, cresceu em um ambiente musical e teve nove irmãos.
Crédito: Wikimedia Commons / Domínio PúblicoAinda criança, improvisou seu primeiro instrumento com um cabo de vassoura e um barbante. Pouco depois, ganhou um violão, que aprendeu a tocar de ouvido.
Crédito: Reprodução Instagram /@pepeugomesoficialAos 11 anos, influenciado pela Jovem Guarda, formou suas primeiras bandas, “Los Gatos” no contrabaixo ao lado de alguns irmãos.
Crédito: Reprodução Instagram /@pepeugomesoficialAos 17 anos, saiu de casa e criou sua primeira banda profissional, “Os Minos”, que chegou a lançar um compacto simples, mas teve uma trajetória breve.
Crédito: Reprodução Instagram /@pepeugomesoficialEm 1968, influenciado pelo rock, formou o grupo “Os Leifs” com os irmãos Jorginho e Carlinhos e o amigo Lico, apresentando-se em programas de televisão locais.
Crédito: Reprodução Instagram /@pepeugomesoficialEm uma dessas exibições, foi visto por Gilberto Gil, que o convidou para participar do show de despedida do Brasil ao lado de Caetano Veloso, pouco antes do exílio político dos dois artistas.
Crédito: Foto: Instagram Gilberto GilNa década de 1970, Pepeu integrou os Novos Baianos ao lado de Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Baby Consuelo, a Baby do Brasil.
Crédito: Reprodução do Instagram @novosbaianosO grupo lançou vários álbuns marcantes como “Acabou Chorare”, “Novos Baianos F.C.”, “Vem pro Mundo” e “Farol da Barra”, entre outros.
Crédito: ReproduçãoCom o fim dos Novos Baianos, por volta de 1978, Pepeu iniciou a carreira solo com o álbum “Geração do Som”, no qual apresentou uma fusão própria de choro, samba, frevo e rock.
Crédito: DivulgaçãoAo longo da carreira, lançou diversos outros álbuns, entre eles “Na Terra a Mais de Mil”, “Pedra não é Gente Ainda”, “Pepeu Gomes”, “Um Raio Laser”, “Moraes e Pepeu” e “Eu Não Procuro o Som”, entre outros títulos.
Crédito: DivulgaçãoAlém da parceria musical, Baby do Brasil e Pepeu mantiveram um relacionamento amoroso que resultou em um casamento de 19 anos, encerrado em 1988. Do relacionamento nasceram seis filhos: Sarah Sheeva, Zabelê, Nãna Shara, Pedro Baby, Krishna Baby e Kriptus Gomes.
Crédito: Dario Zalis divulgaçãoApós a separação, os dois se afastaram, mas voltaram a se aproximar especialmente depois da apresentação conjunta no Rock in Rio 2015. Sete anos após esse reencontro, lançaram a turnê “Baby e Pepeu – 140 Graus”, que percorreu o Brasil e celebrou os 70 anos de ambos em 2022.
Crédito: Reprodução do Instagram @novosbaianosPepeu Gomes foi apontado pela revista norte-americana Guitar World, em 1988, como um dos dez melhores guitarristas do mundo na categoria world music. Em 2012, a Rolling Stone Brasil o incluiu entre os 30 maiores ícones brasileiros da guitarra e do violão.
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