Pesquisa brasileira indica que esquizofrenia pode surgir durante a formação do cérebro; entenda

Um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), publicado na revista científica "Glial Health Research", investigou como alterações metabólicas nas fases iniciais do desenvolvimento do cérebro podem aumentar o risco de transtornos neuropsiquiátricos, como a esquizofrenia.

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Os pesquisadores concentraram a análise na enzima PHGDH, responsável pela produção da D-serina, molécula essencial para a comunicação entre neurônios e para a formação das conexões cerebrais. Segundo o estudo, essa substância também desempenha um papel importante no funcionamento dos receptores envolvidos na plasticidade do cérebro, processo ligado ao aprendizado e à adaptação do sistema nervoso.

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Em modelos tridimensionais de células humanas desenvolvidos em laboratório, o bloqueio dessa enzima reduziu os níveis de D-serina, alterou o metabolismo celular e afetou principalmente os neurônios, que apresentaram maior morte celular e dificuldade para estabelecer conexões.

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Os resultados indicam que falhas nesse processo comprometem a formação dos circuitos neurais e podem contribuir para o surgimento de doenças neuropsiquiátricas, além de abrir caminho para futuras pesquisas sobre tratamentos voltados ao metabolismo cerebral e ao neurodesenvolvimento.

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A esquizofrenia é um transtorno mental complexo e crônico que afeta a forma como uma pessoa pensa, sente e percebe a realidade ao seu redor. Sua manifestação costuma ocorrer entre o fim da adolescência e o início da idade adulta, com impacto significativo na rotina diária.

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Entre os sintomas mais comuns estão as alucinações auditivas e visuais, além de delírios com crenças desconectadas dos fatos reais. O paciente também pode apresentar desorganização no pensamento, dificuldade de concentração e alterações severas na comunicação.

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Suas causas envolvem uma combinação de fatores genéticos, alterações no funcionamento do cérebro e influências ambientais. O diagnóstico depende de avaliação clínica realizada por profissionais especializados, pois não existe um exame específico para confirmar o transtorno.

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O tratamento costuma reunir medicamentos antipsicóticos, psicoterapia e acompanhamento multiprofissional. O apoio da família também exerce papel importante na recuperação. Com tratamento adequado e acompanhamento contínuo, muitas pessoas conseguem controlar os sintomas, estudar, trabalhar e manter relações sociais saudáveis.

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