Um estudo feito com 5 mil brasileiros revelou que práticas inadequadas de higiene nas residências podem favorecer Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA).
A pesquisa identificou que apenas 28,5% das pessoas higienizam frutas corretamente e 37,7% fazem a limpeza adequada de hortaliças.
Crédito: Christine Sponchia/PixabayO recomendado é usar água corrente e depois deixar de molho por 15 min em solução clorada (1 colher de sopa de água sanitária própria para alimentos por litro de água).
Crédito: Freepik/senivpetroOutro dado relevante mostrou que mais de 39% dos brasileiros deixam alimentos descongelando fora da geladeira e 18,3% usam água para acelerar o processo, práticas que aumentam o risco de proliferação de microrganismos.
Crédito: Reprodução/FreepikO método mais seguro é transferir o item do freezer para a geladeira, onde o descongelamento leva, em média, de 12 a 24 horas, dependendo do tamanho e do tipo do alimento.
Crédito: Reprodução/FreepikNesses casos, o micro-ondas também pode ser usado, desde que o preparo seja feito imediatamente após o descongelamento.
Crédito: DivulgaçãoOutro ponto importante da pesquisa conduzida por pesquisadores da Esalq e da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP diz respeito ao ponto de cozimento considerado seguro para carnes e ovos.
Crédito: Orkun Orcan/UnsplashO consumo de carnes e ovos mal cozidos eleva o risco de doenças como a Salmonella, pois não atingem a temperatura de segurança (acima de 60 °C).
Crédito: Freepik/azerbaijan_stockersO estudo mostra que cerca de 24% dos brasileiros comem carne malpassada e 17% consomem ovos crus; para receitas que exigem o ingrediente cru, a recomendação é utilizar ovos pasteurizados.
Crédito: Jason Leung/UnsplashOutra prática equivocada é lavar carnes e frangos na pia, hábito mantido por 46,3% dos entrevistados — a lavagem pode espalhar bactérias por respingos, contaminando superfícies e utensílios.
Crédito: Imagem gerada por IAComo as bactérias são eliminadas pelo cozimento em alta temperatura, o procedimento é considerado desnecessário por especialistas.
Crédito: Imagem gerada por IAEm relação ao transporte, 81% não usam bolsas térmicas. Alimentos refrigerados devem ser os últimos a sair do mercado e os primeiros a entrar na geladeira em casa.
Crédito: Freepik/senivpetroApesar dos problemas identificados, o estudo também apontou comportamentos positivos: a maioria (82,7%) afirma lavar as mãos antes, durante e após o preparo dos alimentos;
Crédito: Polina Tankilevitch/PexelsGuardar primeiro produtos congelados ao chegar do mercado é um hábito feito por 53,4% dos entrevistados e também é considerado uma prática positiva.
Crédito: Reprodução/FreepikAlém disso, 47,5% das pessoas mantém os ovos na geladeira e 63% evitam o consumo de alimentos vencidos. Armazenar sobras em menos de duas horas também foi algo mencionado.
Crédito: Engin Akyurt por PixabayOs especialistas ressaltam que, além da mudança de hábitos individuais, é fundamental investir em educação alimentar e melhoria das condições de saneamento básico, medidas essenciais para reduzir riscos e prevenir surtos de DTHA.
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