Pesquisadora faz história ao atingir profundidade ‘abismal’ na Fossa de Atacama

A cientista chilena Valeria Cortés fez história ao se tornar a primeira mulher a atingir 7.680 metros de profundidade na Fossa de Atacama.

Crédito: Divulgação/Instituto Milenio de Oceanografía

O mergulho foi parte da expedição binacional entre Chile e China, marcando um avanço inédito na exploração do oceano profundo.

Crédito: reprodução

A missão utilizou tecnologia de ponta para suportar pressões extremas, como o submersível Fendouzhe, veículo tripulado capaz de descer a mais de 11 mil metros.

Crédito: Reprodução/YouTube

Ele possui uma esfera de proteção contra pressão, e conta com o auxílio de braços robóticos e câmeras e sensores especializados.

Crédito: Reprodução/YouTube

A operação durou mais de dez horas, permitindo observações diretas em um ambiente de escuridão absoluta.

Crédito: Pexels/Blaque X

A exploração abre portas para descobertas fundamentais, como a identificação de novas espécies adaptadas a condições extremas.

Crédito: Paul Satchell/The Nippon Foundation-Nekton Ocean Census/Schmidt Ocean Institute © 2025

Também é relevante para a geologia, proporcionando estudos de zonas de subducção e atividades sísmicas.

Crédito: Aline Dassel/Pixabay

Além disso, esse tipo de missão possibilita um entendimento de como a vida nas profundezas influencia os ciclos químicos globais.

Crédito: Reprodução/YouTube

Além do avanço técnico, o feito consolida o Chile como referência em pesquisas marinhas profundas.

Crédito: Reprodução/YouTube

O protagonismo de Valeria Cortés também é um marco de representatividade, ajudando a ampliar a visibilidade das mulheres na ciência.

Crédito: Reprodução/@imo.chile

A expedição conjunta entre a Academia Chinesa de Ciências e a Universidade de Concepción teve início em janeiro.

Crédito: Reprodução/YouTube

A expectativa é que a missão dure em torno de três meses para explorar 700 quilômetros da Fossa de Atacama a partir do navio chinês Tan Suo Yi Hao.

Crédito: Wikimedia Commons/Kareen Schnabel

A parceria é estratégica, pois oferece aos cientistas chilenos acesso a tecnologias avançadas que aceleram décadas de pesquisa em poucos meses.

Crédito: Divulgação/Institute of Deep-sea Science and Engineering, Chinese Academy of Sciences

A Fossa de Atacama, entre as placas de Nazca e da América do Sul, é associada a terremotos extremos e tsunamis.

Crédito: Splash of Rain pexels

A fossa se formou pela subducção da placa tectônica de Nazca sob a placa Sul-Americana, processo que também deu origem à Cordilheira dos Andes.

Crédito: Vladimir Oprisko/Unsplash

Foram previstos 33 pontos de pesquisa e cerca de 20 mergulhos, dentro do Programa Global de Exploração Hadal da ONU.

Crédito: Reprodução/YouTube

Toda a operação é chefiada pela pesquisadora chinesa Du Mengran, apontada pela revista Nature como uma das principais cientistas no ano de 2025.

Crédito: Divulgação