Quadros de Renoir avaliados em mais de R$ 20 milhões são recuperados após roubo na França

A investigação sobre o roubo de duas pinturas de Pierre-Auguste Renoir, avaliadas em cerca de € 4,2 milhões (aproximadamente R$ 23 milhões), levou a polícia francesa a antecipar a prisão dos suspeitos após um deles visitar outro museu. As obras tinham sido furtadas do museu dedicado ao artista em Cagnes-sur-Mer, no sudeste da França.

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O comportamento despertou a preocupação das autoridades diante da possibilidade de um novo crime, conforme informou o promotor de Marselha, Nicolas Bessone, no dia 12 de outubro. Seis pessoas foram detidas no início do mês, e quatro homens acabaram formalmente acusados.

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Dois deles são apontados como responsáveis pela invasão e pelo furto das obras "Madame Colonna Romano" e "Jovem na fonte". Outro suspeito teria escondido os quadros, enquanto o quarto é acusado de demonstrar interesse em comprá-los, além de possível participação em associação criminosa.

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Segundo Bessone, os investigados negaram qualquer intenção de realizar um segundo roubo, mas o promotor demonstrou desconfiança em relação à visita do principal suspeito ao outro museu. O crime original ocorreu em 8 de setembro, no Museu Renoir, em Cagnes-sur-Mer, na Riviera Francesa.

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De acordo com a investigação, os invasores abriram uma passagem na cerca do jardim e entraram no edifício por uma janela. Durante a ação, além das duas pinturas levadas, eles tentaram retirar outras obras do artista: "Madame Pichon" e "Coco lendo", retrato o filho de Renoir ainda criança.

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As duas acabaram abandonadas no jardim quando os criminosos fugiram após a chegada da polícia. Já as telas desaparecidas foram localizadas aproximadamente um mês depois, escondidas atrás de uma parede falsa de uma casa. Ambas precisarão ser restauradas.

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Para identificar os envolvidos e encontrar as obras, os investigadores recorreram a vestígios de DNA, registros de localização de telefones celulares e gravações de câmeras de segurança. Segundo o prefeito de Cagnes-sur-Mer, Bryan Masson, os bandidos usaram até uma serra elétrica para cortar metais durante a ação.

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O roubo das pinturas de Renoir ocorreu quase um ano após o furto de oito joias da Coroa francesa no Museu do Louvre, em Paris, incluindo o diadema da Imperatriz Eugênia, recuperado posteriormente bastante danificado. A sequência de invasões a museus franceses reacendeu as discussões sobre a segurança dessas instituições.

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Em resposta, o Ministério da Cultura anunciou, em julho, um plano com 33 medidas para prevenir novos casos, entre elas a retirada temporária de determinadas peças das vitrines até que as condições de proteção sejam reforçadas.

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