Resgate de idosa de 95 anos, perdida em região de mata em Belo Horizonte, envolve bombeiros, cães farejadores e até drone

Uma operação que mobilizou bombeiros, cães farejadores e tecnologia terminou com o resgate de uma mulher de 95 anos desaparecida em uma região de mata em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Jandira Macedo de Castro, conhecida como Doca, passou mais de um dia longe de casa até ser localizada na noite 17 de agosto.

Crédito: Divulgação/Corpo de Bombeiros

O desaparecimento começou no domingo, 16 de agosto, quando a família percebeu que a idosa havia deixado o sítio pela porta dos fundos sem que ninguém notasse. As buscas iniciais ocorreram dentro da propriedade e nas áreas próximas, mas não tiveram sucesso.

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Como Jandira tem Alzheimer e não costuma sair sozinha, os familiares acionaram o Corpo de Bombeiros. A procura se estendeu durante a tarde e a noite de domingo e continuou por toda a segunda-feira. O terreno de Roças Novas impôs dificuldades adicionais à operação, por causa da vegetação fechada e das áreas íngremes.

Crédito: Divulgação/Brandon Santos

Para ampliar as chances de encontrar a idosa, os militares utilizaram cães especializados e um drone equipado com câmera térmica. Os animais percorreram cerca de 8,3 quilômetros e forneceram informações sobre o trajeto em tempo real por meio de um dispositivo preso às coleiras.

Crédito: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Os sinais identificados pelos cães ajudaram a delimitar pontos estratégicos para o avanço das equipes. A operação ganhou novo impulso após um caseiro informar que havia visto Jandira no domingo a aproximadamente dois quilômetros da propriedade da família.

Crédito: Divulgação/Corpo de Bombeiros

A partir desse relato, os bombeiros redefiniram a área de procura e concentraram esforços em uma nova região. O drone também teve papel decisivo ao registrar uma fonte de calor compatível com a presença de uma pessoa em meio à mata. A combinação das informações obtidas pelos equipamentos e pelos cães levou os militares até o ponto onde a idosa estava.

Crédito: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Ao perceber a chegada da equipe, Jandira pediu ajuda, o que confirmou sua localização. Ela permanecia consciente e apresentava sinais vitais estáveis, embora estivesse debilitada, desidratada e com dificuldade para caminhar após um longo período sem se alimentar.

Crédito: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Por causa do acesso complicado, os bombeiros precisaram carregá-la manualmente por um extenso trecho até alcançar uma estrada. No local, uma equipe do Samu aguardava para prestar os primeiros socorros e encaminhá-la para avaliação médica. O resgate encerrou uma operação que durou mais de 24 horas.

Crédito: Divulgação/Corpo de Bombeiros