Rick e Renner: relembre duplas brasileiras que chegaram ao fim após tragédias

A morte do cantor Rick, da dupla Rick e Renner, vítima de um acidente de helicóptero no dia 21 de setembro de 2026, aos 59 anos, na Serra Catarinense, comoveu o país. O artista estava a bordo de um Bell 430 que partiu de Porto Belo com destino a São Joaquim e desapareceu durante o trajeto. Os destroços foram localizados na região da Vaca Gorda, após buscas que avançaram pela madrugada. O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina confirmou cinco mortes, sem sobreviventes. Entre as vítimas estavam Rick, Bruno Avelar, Paulo Soares e os dois tripulantes da aeronave.

Crédito: Reprodução Instagram

Rick e Renner formaram a dupla em 1986, cinco anos antes de gravarem o primeiro CD, lançado em 1992. A fama veio em 1998, com a música "Ela é Demais", mas a parceria chegou ao fim em 2015, após um episódio em que Renner foi detido por dirigir embriagado. Rick passou a investir na carreira solo e lançou o álbum "Pronto pra Te Amar". Em 2016, Renner pediu desculpas ao parceiro publicamente, e, depois, os dois retomaram a parceria.

Crédito: Divulgação

Entretanto, eles não foram a única dupla a ter uma parceria interrompida devido a uma tragédia. Na verdade, a música brasileira é marcada por duplas que conquistaram o público, deixaram histórias e músicas inesquecíveis, mas que chegaram ao fim de forma inesperada após a morte de um de seus integrantes. Confira a seguir duplas que tiveram esse destino.

Crédito: Reprodução / Instagram

Milionário e José Rico: eles marcaram a expansão do sertanejo pelo interior do Brasil a partir dos anos 1970. José Rico, nascido José Alves dos Santos, faleceu em 2015, aos 68 anos, vítima de um infarto associado a complicações renais e cardíacas. Ele havia sido internado dias antes em Americana, no interior de São Paulo. Depois, Milionário formou uma nova parceria com o cantor Marciano, que morreu em 2019.

Crédito: Reprodução / Facebook

Leandro e Leonardo: a formação dominou as paradas sertanejas no início dos anos 1990, com discos que venderam milhões de cópias. Leandro faleceu em 23 de junho de 1998, aos 36 anos, após enfrentar um tumor de Askin, tipo raro de câncer que atinge a parede do tórax. O diagnóstico ocorreu em abril daquele ano, e o artista morreu por falência múltipla de órgãos no Hospital São Luiz, em São Paulo. Leonardo continuou a carreira e se tornou um dos maiores nomes do sertanejo.

Crédito: Divulgação

João Paulo e Daniel: os dois se conheceram em Brotas, no interior de São Paulo, e lançaram o primeiro álbum, "Amor Sempre Amor", em 1985. João Paulo morreu em 12 de setembro de 1997, aos 37 anos, em um acidente na Rodovia dos Bandeirantes. O carro que ele dirigia, um BMW 328i, capotou várias vezes após o estouro de um pneu e pegou fogo. Daniel, então, seguiu carreira solo e é um dos principais nomes do sertanejo.

Crédito: Divulgação

Claudinho e Buchecha: sucesso em todo o Brasil, os dois se conheceram na infância, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, e formaram uma das duplas pioneiras do funk melody no país. Claudinho, nascido Cláudio Rodrigues de Mattos, faleceu em 13 de julho de 2002, aos 26 anos, em um acidente na Via Dutra, na Serra das Araras, em Seropédica. O carro em que viajava derrapou na pista molhada e bateu em uma árvore. O motorista e empresário Ivan Manzielli, sobreviveu com ferimentos leves. Buchecha seguiu arreira solo e continua a cantar sucessos como "Só Love" e "Fico Assim Sem Você".

Crédito: Divulgação

Lucas e Matheus: a dupla sertaneja dos irmãos de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, perdeu os dois integrantes em um intervalo de cinco anos. Matheus, nome artístico de Edilson da Silva Rodrigues, faleceu em 22 de dezembro de 2020, aos 57 anos, vítima de complicações da Covid-19. Lucas continuou a carreira ao lado do sobrinho, Matheus Jr., até morrer em 15 de agosto de 2026, vítima de um infarto em Portugal. A parceria original fez sucesso com a música "Paciência" e acumulou mais de sete milhões de cópias vendidas em mais de 35 anos de carreira.

Crédito: Divulgação