Presente na alimentação humana há milhares de anos, o pão surgiu a partir do cultivo de cereais e do preparo de massas simples. Ao longo do tempo, espalhou-se pelo mundo, ganhou diferentes formatos, ingredientes e modos de preparo e tornou-se parte importante da cultura e do cotidiano de diversos povos.
Presente no dia a dia de diferentes povos, esse alimento representa tradição, convivência e identidade culinária. Padarias e cozinhas caseiras ajudam a preservar receitas transmitidas entre gerações, mantendo viva uma herança repleta de sabores. Conheça alguns pães populares que se destacam entre os mais apreciados do mundo.
Crédito: Imagem gerada por i.aPão de queijo (Brasil) – Símbolo da culinária mineira e um dos quitutes mais populares do Brasil, é preparado principalmente com polvilho e queijo, combinação que proporciona textura característica e sabor marcante. Presente no café da manhã e nos lanches, espalhou-se pelo país e também conquistou reconhecimento internacional.
Crédito: Ac Farias - Wikimédia CommonsPandesal (Filipinas) – Apesar do nome, que remete a “pão de sal”, o pandesal tem sabor levemente adocicado e textura macia. Muito popular nas Filipinas, costuma ser consumido no café da manhã ou nos lanches, puro ou acompanhado de diferentes recheios.
Crédito: wikimedia commons Obsidian SoulBolo lêvedo (Portugal) – Tradicional dos Açores, especialmente das Furnas, na ilha de São Miguel, pode ser considerado uma espécie de pão doce. Redondo, macio e levemente adocicado, é preparado com massa fermentada e tradicionalmente cozido em sertã ou chapa, podendo ser servido puro ou com diferentes acompanhamentos. Eu evitaria a comparação com pão
Crédito: sergiorojoes/Freepik.Pan de queso (Colômbia) – A Colômbia possui diferentes tipos de pães preparados com queijo, entre eles o pan de queso, bastante popular em padarias do país. Uma de suas versões é feita com farinha de trigo, queijo, leite, manteiga e outros ingredientes, resultando em um pão macio e de sabor marcante, muito apreciado em lanches e no café da manhã.
Crédito: wikimedia commons AhoraesNew York City bagel (Estados Unidos) – De massa densa e elástica, com crosta levemente crocante, o bagel passa por uma etapa característica: é fervido brevemente em água antes de ser levado ao forno. De raízes judaicas do Leste Europeu, especialmente da Polônia, chegou aos Estados Unidos com imigrantes e tornou-se um dos grandes símbolos culinários de Nova York.
Crédito: Nils por PixabayAlmojábana (Colômbia) – Tradicional nas padarias colombianas, é preparada principalmente com farinha de milho e queijo fresco, como cuajada ou queso campesino. De textura macia e levemente esponjosa, costuma ser servida ainda quente no café da manhã ou no lanche, acompanhada de café ou chocolate quente.
Crédito: wikimedia commons La GuafleríaPan de yuca (Equador e Colômbia) – Parente próximo do pão de queijo brasileiro, é preparado principalmente com amido de mandioca e queijo, além de ingredientes que variam conforme a receita. Assado em pequenas porções, apresenta sabor marcante de queijo e textura macia e levemente elástica, geralmente acompanhada por uma fina crosta dourada.
Crédito: reproduçãoPampushky (Ucrânia) – Pequenos pães macios de massa fermentada, são um acompanhamento tradicional do borscht e de outras sopas e ensopados ucranianos. Depois de assados, costumam receber uma cobertura aromática preparada com alho, óleo e ervas frescas, como endro ou salsa, que lhes proporciona sabor marcante.
Crédito: reproduçãoMarraqueta (Chile e Bolívia) – Muito popular nos dois países, é preparada basicamente com farinha de trigo, água, fermento e sal e se destaca pela crosta crocante e pelo interior macio e aerado. No Chile, também recebe nomes como pan batido e pan francés, enquanto na Bolívia é conhecida ainda como pan de batalla.
Crédito: wikimedia commons Sheyla Cordova NuñezPan de bono (Colômbia) – Eleito pelo TasteAtlas o melhor pão do mundo em ranking atualizado em 2026, esse tradicional pão colombiano combina amido de mandioca, milho, queijo e ovos. Associado ao Valle del Cauca e com registros que remontam ao século XIX, tem textura macia e elástica e é muito consumido no café da manhã e nos lanches.
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