O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, foi morto em um ataque militar conjunto dos Estados Unidos e de Israel no dia 28 de fevereiro de 2026. O anúncio, feito por autoridades americanas e israelenses, foi posteriormente confirmado pela mídia estatal iraniana, que declarou o líder “martirizado” e divulgou luto nacional
O ataque aconteceu quando mísseis e aeronaves das forças dos EUA e de Israel bombardearam alvos na capital e em outras partes do Irã como parte de uma grande ofensiva militar que marcou uma escalada inédita no conflito entre Teerã, Washington e Tel Aviv.
Crédito: Reprodução de vídeo TV GloboAli Khamenei, nome completo Ali Hosseini Khamenei, nasceu em 19 de abril de 1939 em Mashhad, no Irã, e foi uma das figuras centrais da política iraniana nas últimas décadas.
Crédito: Domínio Público/Wikimédia CommonsReligioso xiita de formação, Khamenei participou ativamente das mobilizações que derrubaram a monarquia do xá Mohammad Reza Pahlavi e impulsionaram a Revolução Islâmica de 1979, que estabeleceu a República Islâmica do Irã sob liderança clerical.
Crédito: khamenei.ir/Wikimédia CommonsDurante os anos 1960 e 1970, antes da Revolução Islâmica, Ali Khamenei foi preso várias vezes pela polícia secreta do regime monárquico em razão de suas atividades políticas e de sua pregação crítica ao governo do xá.
Crédito: khamenei.ir/Wikimédia CommonsDurante os anos de formação da nova república, ele ocupou cargos importantes, incluindo o de membro do Conselho Revolucionário e de liderança militar nos primeiros anos do regime.
Crédito: khamenei.ir/Wikimédia CommonsEm 1981, após o assassinato do presidente Mohammad-Ali Rajai por agentes da Organização dos Mujahidin do Povo Iraniano, que tinha o apoio dos Estados Unidos, Khamenei foi eleito presidente do Irã.
Crédito: Domínio público/Wikimédia CommonsEle ocupou a presidência iraniana por dois mandatos consecutivos entre 1981 e 1989, em meio a um contexto de guerra com o Iraque e de tensões internas profundas.
Crédito: khamenei.ir/Wikimédia CommonsKhamenei consolidou sua posição política nesse período e intensificou seu papel dentro das instituições revolucionárias.
Crédito: khamenei.ir/Wikimédia CommonsQuando o aiatolá Ruhollah Khomeini (foto), líder máximo da Revolução Islâmica, morreu em 1989, Khamenei foi escolhido pela Assembleia de Especialistas para sucedê-lo como líder supremo do Irã, o cargo político e religioso mais alto do país conforme a constituição teocrática iraniana.
Crédito:Apesar de inicialmente não possuir o mesmo nível formal de hierarquia clerical que Khomeini, Ali Khamenei tornou-se o segundo líder supremo da República Islâmica, mantendo autoridade sobre as Forças Armadas, o judiciário e o poder político em geral.
Crédito: khamenei.ir/Wikimédia CommonsAo longo de seus quase 37 anos como líder supremo, Khamenei foi uma figura-chave na formulação da política interna e externa do Irã.
Crédito: khamenei.ir/Wikimédia CommonsEle supervisionou o fortalecimento da Guarda Revolucionária Islâmica como instrumento de controle interno e de projeção de poder regional, apoiou redes de milícias e grupos aliados em países como Síria, Líbano, Iraque e Iêmen, e manteve uma postura de forte oposição aos Estados Unidos e a Israel.
Crédito: khamenei.ir/Wikimédia CommonsSua administração foi marcada por uma rígida repressão a dissidências internas, o endurecimento de políticas sociais conservadoras e a promoção de um programa nuclear estatal que levou a décadas de sanções e isolamento internacional.
Crédito: Reprodução de vídeo CNN BrasilInternamente, Khamenei enfrentou movimentos de protesto populares e críticas crescentes, especialmente após eleições controversas e crises econômicas prolongadas.
Crédito: Reprodução de vídeo CNN BrasilSua liderança foi ao mesmo tempo venerada por partes da população xiita e vista como autoritária e repressiva por opositores e observadores internacionais.
Crédito: Reprodução de vídeo CNN BrasilAli Khamenei tinha interesses culturais e intelectuais que surpreendiam alguns observadores por contraste com sua imagem austera. Desde jovem, ele demonstrou paixão por literatura, poesia e história. Relatos dão conta de que livros como “Os Miseráveis”, clássico do francês Victor Hugo, foram marcantes para ele, considerados obras de grande sabedoria.
Crédito: Reprodução de vídeo CNN BrasilA morte de Khamenei, no contexto da ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel, constitui um ponto de inflexão histórico para o Irã e para a dinâmica geopolítica regional, abrindo uma fase de incertezas sobre sucessão e futuras políticas internas e externas de Teerã.
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