Pesquisadores da Universidade do Mississippi, nos Estados Unidos, estudaram uma substância encontrada no pepino-do-mar que demonstrou potencial para dificultar mecanismos associados à disseminação do câncer. O animal marinho pertence ao grupo dos equinodermos, assim como estrelas-do-mar e ouriços.
O estudo foi publicado na revista científica Glycobiology. Os pesquisadores descobriram que um açúcar complexo presente no pepino-do-mar é capaz de inibir a enzima Sulf-2, cuja atividade está associada a processos que favorecem o crescimento e a disseminação de determinados tipos de câncer.
Crédito: DivulgaçãoEspecialistas da Universidade do Mississippi e da Universidade de Georgetown, ambas nos Estados Unidos, analisaram o sulfato de condroitina fucosilada (FucCS), um açúcar complexo encontrado no pepino-do-mar.
Crédito: - Reprodução do X @MarwaMMFarragO sulfato de condroitina fucosilada pode ser extraído do pepino-do-mar Holothuria floridana. Os pesquisadores utilizaram testes laboratoriais e simulações computacionais para avaliar sua capacidade de inibir a Sulf-2 e compreender como o composto interage com essa enzima.
Crédito: Reprodução do X @MyAquariumDepotO composto marinho se destacou pela capacidade de inibir a Sulf-2 e apresentou características que podem favorecer futuras pesquisas farmacológicas. Por ter origem marinha, também surge como uma alternativa aos glicanos obtidos de mamíferos, embora ainda sejam necessários novos estudos para avaliar sua segurança e possível aplicação terapêutica.
Crédito: Flickr J. MaughnOs resultados abrem caminho para o desenvolvimento de moléculas inspiradas no composto encontrado no pepino-do-mar. No entanto, a pesquisa ainda está em fase pré-clínica, e novos estudos serão necessários para avaliar sua segurança, eficácia e possível aplicação no desenvolvimento de tratamentos.
Crédito: Divulgação**O pepino-do-mar é um invertebrado pertencente ao filo dos equinodermos, grupo que também reúne animais como estrelas-do-mar, ouriços-do-mar e lírios-do-mar. Apesar das diferenças na aparência, todos compartilham características próprias desse grupo de animais marinhos
Crédito: DivulgaçãoOs pepinos-do-mar apresentam diferentes cores e tamanhos e, em geral, movem-se lentamente pelo fundo dos oceanos. Muitas espécies vivem sobre areia ou lama e usam tentáculos ao redor da boca para recolher sedimentos e partículas de matéria orgânica, que servem de alimento. Algumas também se enterram na areia ou se abrigam entre rochas.
Crédito: Reprodução de YoutubeOs pepinos-do-mar alimentam-se de matéria orgânica e detritos encontrados nos sedimentos, enquanto algumas espécies capturam plâncton e outras partículas suspensas na água com seus tentáculos. Seu endoesqueleto é bastante reduzido e formado principalmente por pequenos ossículos calcários, geralmente microscópicos, distribuídos pela parede do corpo.
Crédito: Reprodução de YoutubeOs pepinos-do-mar desempenham importante papel nos ecossistemas marinhos como detritívoros e recicladores de nutrientes. Ao ingerirem e revolverem os sedimentos do fundo do mar, processam matéria orgânica e favorecem sua decomposição, contribuindo para a ciclagem de nutrientes e para o equilíbrio do ambiente marinho.
Crédito: Flickr NOAA's NationApesar de não serem consumidos habitualmente no Brasil, os pepinos-do-mar integram a cadeia alimentar e servem de alimento para peixes, crustáceos e outros animais, especialmente nas fases mais jovens. Nos recifes de coral, contribuem para a reciclagem de nutrientes e o processamento dos sedimentos, ajudando a manter o equilíbrio do ecossistema.
Crédito: Flickr fdefecheOs pepinos-do-mar não possuem cérebro, mas contam com um anel nervoso ao redor da boca e cordões nervosos que percorrem o corpo, permitindo que respondam a estímulos do ambiente. Ao se movimentarem e revolverem o fundo do mar, promovem a bioturbação dos sedimentos, favorecendo a circulação de oxigênio e a ciclagem de nutrientes
Crédito: Flickr Pascal PapillonO pepino-do-mar é bastante valorizado na culinária de países como China, Japão e Malásia, onde pode ser servido em sopas, ensopados e diferentes preparações. Na medicina tradicional chinesa, também é utilizado como tônico e para problemas como fadiga, impotência e dores articulares, embora faltem evidências clínicas que comprovem esses efeitos.
Crédito: reprodução YouTube Setta Reef