Tony Ramos completa 78 anos em 25 de agosto de 2026. No ar atualmente como Otoniel, em “Quem Ama Cuida”, novela das 21h da Globo, o ator tem mais de seis décadas dedicadas à dramaturgia. Com o nome de batismo Antônio de Carvalho Barbosa, ele nasceu em Arapongas (PR), em 1948, e iniciou a vida profissional ainda adolescente. Sua estreia em novelas ocorreu em “A Outra”, da extinta TV Tupi, em 1965. Na mesma emissora, participou de mais de 16 produções e ganhou seu primeiro papel de maior destaque em “Simplesmente Maria”, de 1970. Paralelamente à televisão, construiu desde cedo uma trajetória no teatro e no cinema.
No teatro, sua estreia profissional ocorreu em 1969, com “Quando as Máquinas Param”, de Plínio Marcos. Um ano antes, Tony Ramos já havia chegado ao cinema com “O Pequeno Mundo de Marcos”, dirigido por Geraldo Vietri. A experiência em diferentes linguagens acompanhou toda a sua carreira e contribuiu para ampliar seu repertório como intérprete. Em 1977, ele deixou a TV Tupi e foi contratado pela Globo para atuar em “Espelho Mágico”, de Lauro César Muniz. No mesmo ano, também passou a apresentar o programa musical “Globo de Ouro” ao lado de Christiane Torloni.
Crédito: Reprodução/TV TupiAinda em 1977, Tony Ramos ganhou o papel de Márcio Hayala em “O Astro”, novela de Janete Clair que se tornou um marco em sua trajetória televisiva. O personagem era filho do industrial Salomão Hayala e rejeitava o destino de sucessor empresarial planejado pelo pai. A produção ajudou a consolidar a popularidade do ator e sua condição de protagonista.
Crédito: Reprodução/TV GloboEm “Pai Herói”, de 1979, ele interpretou André Cajarana, homem criado pelo avô que parte para o Rio de Janeiro em busca da mãe e da história do pai. A novela também marcou sua parceria com Glória Menezes, cuja morte em agosto de 2026 foi lamentada publicamente pelo ator.
Crédito: Reprodução/TV GloboNa década de 1980, Tony ampliou a variedade de personagens e se afastou gradualmente da imagem de galã convencional. Em “Baila Comigo”, de 1981, interpretou os gêmeos João Victor e Quinzinho, personagens com personalidades e trajetórias distintas. Quatro anos depois, assumiu o protagonista Riobaldo na minissérie “Grande Sertão: Veredas”, adaptação da obra de João Guimarães Rosa. A produção exigiu do ator uma composição diferente daquela apresentada nos folhetins românticos. Em 1986, voltou ao horário nobre como Cristiano Vilhena, protagonista do remake de “Selva de Pedra”.
Crédito: Divulgação/TV GloboOs anos 1990 trouxeram outros personagens de grande repercussão e ajudaram a consolidar a versatilidade de Tony. Em “Rainha da Sucata”, de 1990, integrou o elenco de uma das principais novelas da década e voltou a contracenar com Glória Menezes. Em “A Próxima Vítima”, de 1995, viveu Juca Mestieri, personagem popular, trabalhador e de temperamento pacato, envolvido em um dos principais núcleos românticos da trama.
Crédito: Reprodução do Instagram @gloriamenezesoficialA partir dos anos 2000, o ator continuou alternando personagens de diferentes perfis em novelas e minisséries. Em “Laços de Família”, de 2000, viveu Miguel, dono de uma livraria que se envolve com Helena, interpretada por Vera Fischer. Em “Caminho das Índias”, de 2009, interpretou Opash Ananda, patriarca de uma família indiana e personagem central nos conflitos culturais da novela. Ele ainda trabalhou em “Passione, de 2010, e “A Regra do Jogo”, de 2015.
Crédito: Reprodução TV GloboNo cinema, Tony também estabeleceu uma trajetória que ultrapassou sua consagração na televisão. Entre seus trabalhos estão “Bufo & Spallanzani”, “Chico Xavier” e “Getúlio”, no qual interpretou o ex-presidente Getúlio Vargas. O ator alcançou grande sucesso popular ao lado de Glória Pires na comédia “Se Eu Fosse Você”, lançada em 2006. A história sobre um casal que troca de corpos ganhou uma sequência, “Se Eu Fosse Você 2”, lançada em 2009, novamente com a dupla como protagonista. Em 2026, o terceiro filme da série também passou a integrar os projetos associados à carreira cinematográfica do ator.
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