Vaticano prepara inscrição inédita de filme na disputa pelo Oscar

O Vaticano pretende entrar pela primeira vez na disputa por uma indicação ao Oscar com o curta documental “Green Lava”, de 39 minutos, que deve ser inscrito na categoria de melhor documentário em curta-metragem. A informação foi publicada pela ‘Variety”. Com direção de Lia Beltrami e Ali Aksu, o filme terá sessões em Los Angeles até 24 de setembro de 2026 antes da conclusão do processo de inscrição. Ambientada nas Dolomitas, cadeia montanhosa no norte da Itália, a produção acompanha o italiano Giacomo Mattivi, que convive com distrofia muscular de Duchenne e enfrenta a perda do irmão, Mattia.

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A entrada no Oscar é simbólica para o Vaticano na história da premiação do cinema, mas não caracteriza uma representação oficial do Estado, já que a categoria de curta documental não exige indicação formal de governos ou comitês nacionais. Paolo Ruffini, chefe do Dicastério para a Comunicação do Vaticano, defendeu a participação da obra. "A história de Giacomo merece ser conhecida por todos, e por isso estamos felizes com a oportunidade de incluir 'Green Lava' no processo de inscrição ao Oscar", afirmou, em comunicado à Variety.

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Localizado dentro de Roma, na Itália, o Vaticano é um estado soberano criado para garantir a independência territorial da Santa Sé, autoridade central da Igreja Católica. Com aproximadamente 44 hectares, ou 0,44 quilômetro quadrado, é considerado o menor país independente do mundo em extensão territorial. Sua formação jurídica ocorreu por meio do Tratado de Latrão, assinado entre a Santa Sé e a Itália em 11 de fevereiro de 1929 e ratificado em junho daquele ano.

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Apesar de frequentemente serem tratados como sinônimos, Vaticano e Santa Sé são entidades distintas. A Cidade do Vaticano é o território estatal, enquanto a Santa Sé corresponde à estrutura de governo central da Igreja Católica e possui personalidade jurídica no direito internacional. É por meio dela que a Igreja mantém relações diplomáticas e participa de atividades internacionais. O papa exerce simultaneamente a função de chefe de Estado do Vaticano e de autoridade máxima da Igreja Católica.

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O território do Vaticano reúne algumas das construções mais conhecidas da história do cristianismo e da arte ocidental. Entre elas está a Basílica de São Pedro, erguida sobre o local tradicionalmente associado ao túmulo do apóstolo Pedro. A construção atual envolveu nomes como Donato Bramante, Rafael Sangio, Michelangelo Buonarroti, entre outros. A Praça de São Pedro, marcada pela colunata projetada por Bernini, completa um dos conjuntos arquitetônicos mais reconhecidos do mundo.

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Outro patrimônio de destaque são os Museus Vaticanos, que abrigam coleções acumuladas ao longo de séculos pelos papas. O complexo inclui a Capela Sistina, célebre principalmente pelos afrescos do teto realizados por Michelangelo. Além das obras de arte, o território reúne os Palácios Vaticanos, a Biblioteca Vaticana, jardins e outros edifícios históricos. Pela concentração de patrimônio artístico e religioso, a Cidade do Vaticano foi inscrita pela Unesco na Lista do Patrimônio Mundial em 1984.

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A população do Estado é pequena e formada por pessoas que possuem diferentes vínculos funcionais com a estrutura vaticana. Dados oficiais atualizados em 31 de dezembro de 2024 registravam 882 residentes, entre cidadãos e não cidadãos. A cidadania vaticana segue regras próprias e está geralmente relacionada a funções exercidas a serviço do Estado ou da Santa Sé, podendo ser concedida ou perdida conforme circunstâncias específicas.

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A organização política do Vaticano também apresenta características particulares. O Estado adota uma monarquia absoluta, e o papa concentra os poderes legislativo, executivo e judiciário, exercendo a administração por meio de organismos próprios. A segurança é realizada pela Guarda Suíça Pontifícia e pelo Corpo da Gendarmaria, enquanto o Estado mantém símbolos e serviços próprios, como bandeira, moedas e selos postais.

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