Há 79 anos, no dia 16 de setembro de 1947, o brasileiro Oswaldo Aranha alcançava um dos postos de maior destaque já ocupados por um representante do país na diplomacia internacional: foi eleito presidente da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
A escolha ocorreu durante a segunda sessão do órgão, em uma votação na qual Aranha superou o australiano Herbert Vere Evatt no segundo turno, por 29 votos a 22. Nascido em Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 1894, Aranha formou-se em Direito e iniciou a trajetória pública na política de seu estado.
Crédito: Arquivo de FamíliaAo longo das décadas seguintes, ocupou cargos como deputado federal e ministro da Fazenda, da Justiça e das Relações Exteriores, além de atuar como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Sua passagem por Washington, entre 1934 e 1937, quando pediu demissão por não concordar com os caminhos que o Brasil tomava com a declaração do Estado Novo.
Crédito: DivulgaçãoComo ministro das Relações Exteriores, entre 1938 e 1944, participou de articulações relacionadas à política dos países americanos durante a Segunda Guerra Mundial e às relações com as potências do Eixo. Em 1947, voltou ao cenário internacional como representante brasileiro no Conselho de Segurança da ONU e chegou a presidir o órgão.
Crédito: Arquivo NacionalNo mesmo ano, assumiu papel central na Assembleia Geral, inclusive na primeira sessão extraordinária, dedicada à questão da Palestina. À frente da segunda sessão regular, Aranha presidiu debates em um momento decisivo para a recém-criada organização, poucos anos após o fim da Segunda Guerra Mundial.
Crédito: Arquivo NacionalUm dos episódios mais marcantes de sua atuação ocorreu durante a discussão sobre a partilha da Palestina, processo que levou à aprovação da resolução que abriu caminho para a criação de Israel em 1948. Sua atuação internacional, inclusive, fez com que ele fosse indicado para o Prêmio Nobel da Paz em 1947.
Crédito: DivulgaçãoA atuação de Aranha na ONU também ficou associada à tradição que, a partir de 1955, passou a colocar o Brasil na abertura dos discursos da Assembleia Geral. Depois de retornar à política brasileira, ainda ocupou novamente o Ministério da Fazenda e voltou a chefiar a delegação do país na ONU em 1957.
Crédito: Biblioteca NacionalUma curiosidade é que o famoso prato "filé à Oswaldo Aranha", preparado com filé acompanhado de alho frito, farofa e batatas portuguesas, recebeu esse nome em homenagem ao diplomata. Oswaldo Aranha morreu em sua casa no Rio de Janeiro, em 27 de janeiro de 1960, aos 65 anos.
Crédito: Arquivo Pessoal