A busca por inovação e a tentativa de atrair novos perfis de consumidores motivaram o surgimento do chamado "vinho azul", uma bebida com tonalidades vibrantes entre o turquesa e o azul royal que rompe com os padrões da vinicultura tradicional. A iniciativa ousada partiu da startup espanhola Gïk em 2015, idealizada por jovens empreendedores que contaram com o suporte técnico de cientistas e pesquisadores da Universidade do País Basco e da Universidade Politécnica de Valência. Além da coloração, a bebida ganhou notoriedade pelo sabor mais adocicado e leve em comparação aos vinhos convencionais.
Para chegar ao tom azulado característico, os produtores utilizam uma combinação de uvas brancas e tintas, além de pigmentos naturais como a antocianina e a indigotina, um corante alimentar azul. A fórmula também recebe adoçantes que reforçam o perfil frutado e aproximam a experiência de consumo de um coquetel. Apesar do sucesso comercial e da curiosidade despertada nas redes sociais, o vinho azul passou a enfrentar resistência de órgãos reguladores e produtores tradicionais.
Crédito: Reprodução/InstagramPela legislação da União Europeia, apenas bebidas obtidas exclusivamente da fermentação de uvas podem receber oficialmente a classificação de vinho. Como o produto leva corantes e outros ingredientes adicionais, ele não se encaixa nessa definição legal. A polêmica aumentou em 2017, quando a Associação Espanhola do Vinho exigiu mudanças na rotulagem da bebida produzida pela Gïk.
Crédito: Reprodução/InstagramDesde então, o produto passou a ser comercializado oficialmente como “bebida alcoólica aromatizada à base de vinho”. Mesmo com as restrições, a novidade ganhou espaço internacionalmente e passou a ser produzida em países como França, Chile e Estados Unidos.
Crédito: DivulgaçãoNo Brasil, versões nacionais e importadas já aparecem em lojas especializadas, com preços que variam conforme a marca e a origem. Uma garrafa de 750 ml do rótulo Blue Ice Don Patto, por exemplo, pode ser encontrado por cerca de R$ 59,90 a R$ 69,90.
Crédito: Imagem gerada por IAA depender da marca, safra e do distribuidor, outras versões importadas podem custar até R$ 400. Com baixa acidez, teor alcoólico moderado (entre 8% e 11%) e visual chamativo, o vinho azul tem se consolidado como uma alternativa diferente para consumidores interessados em bebidas mais leves e modernas.
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