Vitamina D pode reduzir crises de vertigem recorrente em idosos, aponta estudo

A tontura recorrente em idosos nem sempre está relacionada apenas a problemas como labirintite, pressão arterial ou alterações no equilíbrio. Em alguns casos, a deficiência de vitamina D pode estar associada a episódios repetidos de vertigem posicional paroxística benigna, um tipo comum de tontura que surge quando há mudança na posição da cabeça nessa idade.

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A vertigem posicional paroxística benigna, também chamada de VPPB, acontece quando pequenos cristais do ouvido interno se deslocam para uma região inadequada e interferem no sistema responsável pelo equilíbrio. Como consequência, a pessoa pode sentir que tudo está girando ao deitar, ao levantar da cama, ao virar a cabeça ou ao realizar outros movimentos simples.

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Embora a VPPB possa ser tratada por meio de manobras de reposicionamento dos cristais, parte dos pacientes volta a apresentar novos episódios ao longo do tempo. Entre os idosos, essa recorrência merece atenção, pois aumenta o risco de quedas, reduz a confiança para caminhar e pode comprometer a autonomia nas atividades do dia a dia.

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Os sintomas costumam seguir um padrão característico. As crises geralmente são breves, durando de alguns segundos a poucos minutos, e surgem após mudanças na posição da cabeça. Náuseas, sensação de desequilíbrio após a crise e repetição dos episódios ao longo de semanas ou meses também são sinais frequentes.

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Um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, publicado na revista Otolaryngology Head and Neck Surgery, avaliou se a correção de baixos níveis de vitamina D reduziria a recorrência da VPPB em adultos mais velhos. Os pesquisadores acompanharam participantes com baixos níveis de vitamina D durante 12 meses.

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Parte deles recebeu suplementação com vitamina D3, enquanto o restante utilizou placebo. Ao final da pesquisa, o grupo que recebeu o suplemento apresentou redução de 87% na taxa de recorrência da VPPB em comparação ao grupo que recebeu placebo, além de um tempo maior até o primeiro novo episódio de vertigem.

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Apesar dos resultados, os especialistas ressaltam que a vitamina D não é responsável por todos os casos de tontura e não deve ser utilizada como tratamento por conta própria. Ainda assim, essa possibilidade pode ser considerada em casos de vertigem recorrente, especialmente entre idosos com pouca exposição ao sol, pessoas com osteopenia, osteoporose ou histórico de quedas frequentes, uso prolongado de alguns medicamentos ou recorrência da VPPB mesmo após o tratamento adequado.

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A avaliação médica é recomendada quando a tontura é recorrente, causa quedas, vem acompanhada de vômitos intensos ou limita atividades simples. Em situações acompanhadas de fraqueza em um lado do corpo, alteração na fala, visão dupla, desmaio, dor de cabeça súbita ou dificuldade para andar, a recomendação é buscar atendimento de urgência, pois esses sintomas podem indicar problemas mais graves.

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