Pequeno, escuro e muito aromático, o zimbro é conhecido principalmente por dar ao gim seu sabor característico. Mas seu uso vai além das bebidas: ele também tempera pratos tradicionais e tem uma longa história na medicina popular. Conheça a origem, os usos e o que a ciência diz sobre seus possíveis benefícios.
O zimbro usado como especiaria vem, em geral, da espécie Juniperus communis. A planta cresce naturalmente em regiões frias e temperadas da Europa, Ásia e América do Norte. Não é nativa do Brasil, embora suas bagas secas sejam vendidas por aqui.
Crédito: PixabayAs bolinhas de zimbro são frequentemente chamadas de bagas, mas, do ponto de vista botânico, são cones carnosos. Começam verdes e escurecem à medida que amadurecem. Depois de secas, tornam-se a especiaria encontrada nas lojas.
Crédito: PixabayO aroma do zimbro é uma marca do gim, inclusive das versões produzidas no Brasil. Seu sabor combina notas resinosas, que lembram pinho, com um toque cítrico. Outros ingredientes podem entrar na receita, mas o zimbro ocupa o papel central.
Crédito: Imagem gerada por i.aNa cozinha europeia, o zimbro aparece em preparações como chucrute, marinadas e pratos de carne. Seu sabor intenso ajuda a perfumar cozimentos longos. Por isso, costuma ser usado em pequenas quantidades, muitas vezes com as bagas levemente amassadas.
Crédito: Imagem gerada por i.aPreparações com zimbro têm histórico de uso para desconfortos digestivos leves e para aumentar a eliminação de urina. A Agência Europeia de Medicamentos classifica essas aplicações como usos tradicionais, baseados na experiência prolongada. Isso não equivale à comprovação de eficácia por estudos clínicos robustos.
Crédito: PixabayPesquisas de laboratório identificaram compostos aromáticos e outras substâncias no zimbro e investigam possíveis ações antioxidantes e antimicrobianas. Esses resultados são promissores para a pesquisa, mas ainda não demonstram que comer zimbro previna ou trate doenças em pessoas.
Crédito: PixabayUsar zimbro como tempero é diferente de tomar extratos ou preparações medicinais concentradas. A agência europeia não recomenda o uso medicinal durante a gravidez, a amamentação ou em casos de doença renal grave. Se a ideia for tratar algum sintoma, é melhor buscar orientação profissional.
Crédito: Imagem gerada por i.a