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Perda da esposa, dois anos parado e retorno ao futebol: a história de superação de Gilson, ex-Botafogo

Lateral esquerdo joga o Campeonato Carioca pelo Volta Redonda e reencontra o Glorioso na próxima rodada

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(Foto: Reprodução/Instagram)

A partida entre Volta Redonda e Botafogo, na próxima quinta-feira (19), às 19h30, vai marcar o reencontro entre os torcedores alvinegros com um velho conhecido. O lateral-esquerdo Gilson, que teve passagem pelo clube entre 2017 e 2019, foi contratado pelo Voltaço para a disputa do Campeonato Carioca e a série C do Campeonato Brasileiro.

O atleta, hoje com 36 anos, conversou com a Super Rádio Tupi, falou sobre a passagem pelo time de General Severiano e abriu o coração para revelar um drama familiar que o afastou dos gramados por duas temporadas. Seu último clube havia sido o Botafogo de Ribeirão Preto, em 2020.

Em 2021, Gilson perdeu a esposa por complicações relacionadas à Covid-19. Vânia foi sua companheira por 16 anos e, juntos, eles tiveram um casal de filhos: Pedro Henrique, de 16 anos, e Giovana, 14. Muito abalado com a situação, o lateral declarou ter desanimado com o futebol.

“Infelizmente a minha esposa morreu em 2021, em decorrência da Covid-19. Nós estávamos juntos há 16 anos, foi um baque muito grande para mim, meus filhos e minha família. Nós temos um casal de filhos, foi muito difícil e por essa fatalidade tive que me afastar do futebol para cuidar dos meus filhos, até para tirar um tempo para mim. Fiquei muito desanimado, por esse tempo eu não queria saber de futebol, nem com os amigos eu fazia algo. Eu realmente senti muito essa perda.” – revelou.

Gilson com os filhos Pedro Henrique, de 16 anos, e Giovana, 14 (Foto: Reprodução/Instagram)

A volta por cima, segundo Gilson, foi uma consequência do apoio de seus filhos, com quem conversou e recebeu forças para retomar a carreira.

“No ano passado conversei com meus filhos, disse que tinha vontade de retornar para encerrar a carreira de uma maneira diferente. Eles me apoiaram muito e por isso resolvi voltar por eles também. Eu pretendo jogar um ou mais dois anos. Foi um momento difícil para mim e meus filhos. Agora estamos conseguindo levar, a saudade a gente sente todos os dias, sente a falta todos os dias, mas Deus sabe de todas as coisas, está no controle e eu tenho que me manter forte para cuidar dos nossos filhos.” – declarou.

Em áudio, confira abaixo o relato de Gilson para a Super Rádio Tupi:

Pronto para encarar um novo desafio na vida e na carreira, o atleta agradeceu a oportunidade recebida pelo Volta Redonda e disse estar pronto fisicamente para ajudar o clube.

“Eles abriram as portas do clube para mim. Sabemos que é difícil um atleta ficar dois anos parado e depois retomar a carreira, ainda mais na minha idade. Eu sou muito grato ao Volta Redonda, com um coração cheio para retribuir toda a confiança que depositaram no meu trabalho.” – afirmou.

No último sábado, foi titular no empate sem gols pela estreia no Campeonato Carioca, diante do Nova Iguaçu. A partida teve um gol do Voltaço anulado por impedimento, fato que gerou muita polêmica.

PASSAGEM PELO BOTAFOGO

Pelo Glorioso, ao longo das três temporadas, disputou 100 partidas e foi campeão Carioca em 2018. Ele participou da grande campanha do clube na Libertadores de 2017, quando foi eliminado para o Grêmio nas quartas de final da competição.

“Eu tive uma passagem de três temporadas, eu avalio como boa. Pela dificuldade que enfrentei, por não ser um atleta que agradava uma boa parte da torcida, mas sempre estive presente e fui muito utilizado por todos os treinadores que passaram, ganhei o Campeonato Carioca de 2018. Ficar em um clube da grandeza do Botafogo por três temporadas e ser utilizado com frequência é sinal de que o trabalho estava sendo bem feito. Apesar da contestação por parte do torcedor, que é normal, eu acredito que foi uma boa passagem sim.” – disse.

Gilson durante sua passagem pelo Botafogo (Foto: Reprodução/Instagram)

No jogo de ida da competição continental contra o tricolor gaúcho, no Nilton Santos, Gilson participou de um lance polêmico. Ele teria sofrido um pênalti de Edilson, lateral adversário, e segundo ele, o resultado poderia ter sido diferente.

“Apesar de 2017 ser um ano que não conquistamos um título, nós despertamos esperança no torcedor do Botafogo. Eu sempre lembro e acredito que a maioria dos torcedores também lembram que eu sofri um pênalti do Edilson e o árbitro não marcou. Se tivesse o VAR naquela época teria sido marcado e o resultado poderia ter sido diferente. Foi um ano incrível e o torcedor estava bastante mobilizado, todos os nossos jogos com o Nilton Santos lotado. Eu carrego sempre isso na minha lembrança e fico muito feliz de ter feito parte daquele grupo.” – declarou.

Ele revelou que ainda mantém contato com seus companheiros da época, principalmente com Carli e Gatito, de quem recebeu mensagem recentemente.

“Eu falo com a maioria dos atletas daquela época. Falo com frequência com o Gatito, Carli, os funcionários também. Estava conversando com o Gatito essa semana, ele me mandou uma mensagem de apoio por eu voltar após ficar dois anos longe do futebol.” – finalizou.

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