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Cotado para voltar, Emiliano Díaz expõe problemas que teve no Vasco

Ex-auxiliar reclama de antigo CEO, elogia Pedrinho e diz que voltará ao clube

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Emiliano Díaz. Treino do Vasco (Foto: Daniel Ramalho/Vasco)
Emiliano Díaz. Treino do Vasco (Foto: Daniel Ramalho/Vasco)

Emiliano Díaz, filho e auxiliar-técnico de Ramón Díaz, abriu o verbo nesta terça-feira (25) sobre sua controvertida saída do Vasco, em maio. Negociando para voltar ao clube, o argentino revelou detalhes sobre sua demissão, fez críticas ao antigo CEO Lúcio Barbosa e elogiou o atual presidente Pedrinho. Mas despistou sobre um possível retorno ao Cruzmaltino já neste momento.

Emiliano Díaz. Treino do Vasco (Foto: Daniel Ramalho/Vasco)

Emiliano Díaz negocia para voltar ao Vasco, mas sem avanços (Foto: Daniel Ramalho/Vasco)

Em entrevista ao podcast ‘Futbolaço’, Emiliano voltou a bater o pé e afirmar que foi demitido, assim como seu pai. A versão, sustentada desde o dia da saída de ambos do clube, é contrária à do Vasco, que afirmou que os dois pediram para sair. Mesmo assim, as críticas foram pesadas por parte do argentino ao dirigente, que pediu demissão de seu cargo há duas semanas. Lúcio Barbosa, que não estava em São Januário naquele dia, foi indicado pela 777 Partners, investidora que vive uma grande crise financeira e está afastada das decisões do futebol cruzmaltino.

“Ele nos mandou embora, isso é certo. Foi o Lúcio que nos mandou embora. Falei na cara dele: ‘você me mandou embora pelo Twitter’. Antes de falar na coletiva, eu falei isso na cara dele: ‘se você não quer mais a gente, me diz e acabou, qual é o problema?’. Você tem estratégias para trazer o grupo para o seu lado? Vieram todos os jogadores e falamos: ‘desse jeito, vocês querem que a gente fique?’. Isso é uma estratégia. Não é que você pediu para ir embora, não é assim. Não é ‘vou embora’ e vai. Se quisesse, avisaria no outro dia. Para trazer um jogador, demoram um mês. Para demitir uma pessoa, são só 12 minutos?”, afirmou Emiliano, lembrando que a nota oficial foi emitida pouco depois da goleada para o Criciúma:

“Tenho certeza que ele queria nos mandar embora muito antes, da maneira que aconteceu. Nós falamos: “Desse jeito, não podemos continuar”. É a primeira vez que isso acontece na história do futebol. Você não fala com o treinador se ele quer ir embora ou não e coloca isso no Twitter”.

Emiliano diz que foi barrado no CT

Além da bronca com os então dirigentes vascaínos, Emiliano Díaz afirmou que sequer teve o direito de se despedir dos funcionários e jogadores do clube, no domingo seguinte à demissão. Ele também se mostrou decepcionado com o tratamento por parte dos dirigentes.

“Aconteceram muitas coisas que nos deixaram tristes. No dia seguinte, pedi para ir ao CT para me despedir de todos, mas não me deixaram entrar. Ele (Lúcio) não me deixou entrar. Para mim, foi uma das coisas mais dolorosas que vivi porque eu sabia que, lá dentro, tinha pessoas que gostam muito de mim. Não pude dar um abraço neles, nem agradecer. Não pude tirar minhas coisas de lá. Fui embora como se tivesse matado uma pessoa. Erramos? Claro que erramos. Jogamos mal? Claro que jogamos mal. Eu não tiro essa responsabilidade. Mas não era para nos mandar embora assim, isso foi duro. Até hoje não consigo assimilar”.

Veja abaixo outros pontos da entrevista:

O que os dirigentes não atenderam

“Tudo: o CT, os jogadores… Indicamos 28 atletas, mas chegou só um. Que foi o Rojas. Eu sabia que jogava de lateral e de zagueiro. Mas, depois, nenhum. E, sobretudo, a forma como ficamos, sozinhos. Já não tinha mais ninguém, éramos nós e o grupo de jogadores. Não é legal trabalhar assim, é difícil. Acontece qualquer coisa com um jogador e você tem que resolver tudo. Coisas que eu e Ramón não tínhamos que resolver. Mas, como já estávamos lá, tivemos que resolver, pelo bem do grupo”.

Cuéllar, ex-Flamengo, quase veio

“Com Cuéllar aconteceu a mesma coisa. Já estava tudo fechado, mas depois não sei o que aconteceu. O Gustavo é doido para voltar a trabalhar com a gente, é um cara que você pode ir à guerra com ele. E dos 28 jogadores, um foi para o Boca Juniors, outro foi para o Corinthians, mas ele servem para todos os clubes, só não serviram para o Vasco. Não é que fossem caros, eram jogadores de preços que o Vasco podia pagar”.

Rixa com Josh Wander, ex-chefe da 777

“Ele fez um comentário, e o Ramón não gostou. Falou alguma coisa sobre o porquê de não colocarmos os garotos. E ele (Ramón) não gostou. Isso é uma falta de respeito à trajetória dele Você acha que o Josh ou qualquer um vai dizer ao Ramón Díaz, depois de conquistar tudo o que conquistou, para botar esse jogador e ele vai botar?”.

Falta de transparência

“Não sabíamos o orçamento que tínhamos no ano, nunca soubemos se tínhamos R$ 1 para gastar. Começaram a chegar jogadores, pedíamos as nossas indicações e diziam ‘sim, vão chegar’, mas isso nunca aconteceu. Vem o fulano, perguntávamos se quem pedimos ia vir e falavam ‘sim, fica tranquilo’. E assim se passavam as semanas e nunca chegavam. Foi uma decepção muito grande, pois tínhamos a esperança de fazer outras coisas”.

Volta ao clube neste momento

“Depende do que querem fazer, se querem arrumar um time. Pelo que estou vendo de fora, parece que ele está buscando fazer o melhor para o Vasco. Mas um dia vou voltar. Quando começou o ano, que aconteceu tudo isso, se íamos ficar ou não, o Pedrinho me ligou e disse que queria ajudar. O Rio parece grande, mas é muito pequeno. A gente conhece muita gente, temos amigos em comum. O melhor que pode acontecer ao Vasco foi esse cara vir aí, pois estava tudo muito abandonado. Ninguém vai fazer as coisas com o coração como ele”.

Sentimento pelo Vasco

“Eu sei que vou voltar ao Vasco em algum momento da minha vida, não sei se agora ou mais adiante. Porque a nossa história no Vasco não merece terminar assim. Fizemos muito trabalho pelo Vasco e o clube me deu um carinho muito grande, pessoalmente. Tenho certeza de que essa história não vai terminar assim. Mas a resposta a essa pergunta (se vai voltar ao clube) não depende de mim”.

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