Por que algumas pessoas falam com plantas e acreditam que elas sentem emoções, segundo a psicologia
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Por que algumas pessoas falam com plantas e acreditam que elas sentem emoções, segundo a psicologia

Cuidar também é conversar

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Por que algumas pessoas falam com plantas e acreditam que elas sentem emoções, segundo a psicologia
Falar com plantas é um hábito comum

Para a psicologia, falar com plantas não é sinal de excentricidade, mas um comportamento ligado à forma como algumas pessoas se conectam emocionalmente com o mundo. Em muitos casos, essa atitude revela empatia elevada, necessidade de vínculo e um jeito simbólico de expressar cuidado, especialmente em ambientes que transmitem segurança e calma.

Por que algumas pessoas falam com plantas segundo a psicologia?

Do ponto de vista psicológico, esse hábito costuma surgir quando o indivíduo projeta emoções em algo vivo, mesmo que silencioso. As plantas funcionam como receptores neutros, não julgam, não respondem negativamente e oferecem uma sensação de presença constante.

Além disso, conversar com plantas pode ajudar na regulação emocional. Ao verbalizar sentimentos em voz alta, a pessoa organiza pensamentos, reduz tensão interna e cria pequenos rituais de cuidado que dão estrutura ao dia.

Se acredita que as plantas entendem e sentem o que falamos e fazemos com ela – Créditos: depositphotos.com / AllaSerebrina

O que leva alguém a acreditar que plantas sentem emoções?

A crença de que plantas “sentem” está menos ligada à biologia e mais à empatia emocional. Pessoas empáticas tendem a perceber sinais de vida, crescimento e resposta ao ambiente como algo relacional, quase afetivo.

Esse tipo de pensamento também se conecta ao antropomorfismo, que é atribuir características humanas a seres ou objetos. Na psicologia, isso não é visto como erro, mas como um recurso cognitivo para criar vínculo e sentido.

Como empatia e natureza se encontram nesse comportamento

O contato frequente com plantas estimula uma sensação de cuidado mútuo. Regar, observar folhas novas e notar mudanças sutis cria um ciclo de atenção plena que favorece o bem-estar emocional.

Para ilustrar como isso aparece na rotina, imagine situações simples do dia a dia que muitas pessoas vivem sem perceber o impacto emocional envolvido.

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A pessoa comenta com a planta sobre o dia difícil enquanto rega, sentindo alívio ao externalizar emoções.

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Ela agradece quando surge uma folha nova, associando crescimento da planta a cuidado e atenção.

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Cuidar das plantas vira um momento de pausa mental em meio à rotina acelerada.

Quais traços emocionais costumam estar por trás desse hábito?

Falar com plantas aparece com mais frequência em pessoas sensíveis ao ambiente e às emoções alheias. Não é algo isolado, mas parte de um conjunto de características emocionais.

  • Alta capacidade de empatia e percepção emocional.
  • Busca por conexão afetiva em ambientes seguros e previsíveis.
  • Necessidade de expressar sentimentos sem medo de julgamento.
  • Valorização do cuidado como forma de autocuidado indireto.
  • Facilidade em criar vínculos simbólicos com a natureza.

O fitoterapeuta Julio Luchmann explica, em seu canal do TikTok, como esse comportamento pode fazer sentido:

@julioluchmann #julioluchmanm ♬ som original – Júlio luchmann

Quando esse comportamento é saudável e quando merece atenção?

Na maioria dos casos, falar com plantas é um hábito saudável, ligado ao relaxamento e ao cuidado emocional. Estudos em psicologia ambiental indicam que interações simbólicas com a natureza podem reduzir estresse e melhorar o humor.

Só merece atenção se a pessoa substituir totalmente relações humanas ou se isolar excessivamente. Fora isso, conversar com plantas costuma ser apenas um sinal de sensibilidade, imaginação e necessidade de equilíbrio emocional.