Entretenimento
Por que algumas pessoas falam com plantas e acreditam que elas sentem emoções, segundo a psicologia
Cuidar também é conversar
Para a psicologia, falar com plantas não é sinal de excentricidade, mas um comportamento ligado à forma como algumas pessoas se conectam emocionalmente com o mundo. Em muitos casos, essa atitude revela empatia elevada, necessidade de vínculo e um jeito simbólico de expressar cuidado, especialmente em ambientes que transmitem segurança e calma.
Por que algumas pessoas falam com plantas segundo a psicologia?
Do ponto de vista psicológico, esse hábito costuma surgir quando o indivíduo projeta emoções em algo vivo, mesmo que silencioso. As plantas funcionam como receptores neutros, não julgam, não respondem negativamente e oferecem uma sensação de presença constante.
Além disso, conversar com plantas pode ajudar na regulação emocional. Ao verbalizar sentimentos em voz alta, a pessoa organiza pensamentos, reduz tensão interna e cria pequenos rituais de cuidado que dão estrutura ao dia.

O que leva alguém a acreditar que plantas sentem emoções?
A crença de que plantas “sentem” está menos ligada à biologia e mais à empatia emocional. Pessoas empáticas tendem a perceber sinais de vida, crescimento e resposta ao ambiente como algo relacional, quase afetivo.
Esse tipo de pensamento também se conecta ao antropomorfismo, que é atribuir características humanas a seres ou objetos. Na psicologia, isso não é visto como erro, mas como um recurso cognitivo para criar vínculo e sentido.
Como empatia e natureza se encontram nesse comportamento
O contato frequente com plantas estimula uma sensação de cuidado mútuo. Regar, observar folhas novas e notar mudanças sutis cria um ciclo de atenção plena que favorece o bem-estar emocional.
Para ilustrar como isso aparece na rotina, imagine situações simples do dia a dia que muitas pessoas vivem sem perceber o impacto emocional envolvido.
A pessoa comenta com a planta sobre o dia difícil enquanto rega, sentindo alívio ao externalizar emoções.
Ela agradece quando surge uma folha nova, associando crescimento da planta a cuidado e atenção.
Cuidar das plantas vira um momento de pausa mental em meio à rotina acelerada.
Quais traços emocionais costumam estar por trás desse hábito?
Falar com plantas aparece com mais frequência em pessoas sensíveis ao ambiente e às emoções alheias. Não é algo isolado, mas parte de um conjunto de características emocionais.
- Alta capacidade de empatia e percepção emocional.
- Busca por conexão afetiva em ambientes seguros e previsíveis.
- Necessidade de expressar sentimentos sem medo de julgamento.
- Valorização do cuidado como forma de autocuidado indireto.
- Facilidade em criar vínculos simbólicos com a natureza.
O fitoterapeuta Julio Luchmann explica, em seu canal do TikTok, como esse comportamento pode fazer sentido:
@julioluchmann #julioluchmanm ♬ som original – Júlio luchmann
Quando esse comportamento é saudável e quando merece atenção?
Na maioria dos casos, falar com plantas é um hábito saudável, ligado ao relaxamento e ao cuidado emocional. Estudos em psicologia ambiental indicam que interações simbólicas com a natureza podem reduzir estresse e melhorar o humor.
Só merece atenção se a pessoa substituir totalmente relações humanas ou se isolar excessivamente. Fora isso, conversar com plantas costuma ser apenas um sinal de sensibilidade, imaginação e necessidade de equilíbrio emocional.