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Minha zamioculca cresceu quando eu parei de interferir tanto

O crescimento veio quando parei de apressar

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Minha zamioculca cresceu quando eu parei de interferir tanto
Necessita de regas moderadas para evitar o apodrecimento das raízes

Desde que me mudei para meu novo apartamento, a Zamioculcas zamiifolia, a famosa zamioculca, virou quase uma personagem da minha vida. Eu sempre via essa planta em fotos de decoração e achava linda, com aquele ar robusto e elegante. Quando finalmente trouxe uma para casa, imaginei que seria simples de cuidar, mas descobri na prática que o equilíbrio entre água, luz e substrato é o que realmente define a saúde dela.

O que torna a zamioculca diferente de outras plantas de interior?

Eu nunca vou esquecer o dia em que pesquisei mais a fundo sobre a origem da minha zamioculca. Descobri que ela vem de regiões da África Oriental, acostumada a períodos de seca alternados com chuvas, o que explica por que não tolera solo encharcado e prefere ciclos de umidade e secagem.

Ela desenvolveu estruturas subterrâneas carnudas, uma mistura entre bulbos e rizomas, que funcionam como reservatórios de água e nutrientes. Quando tirei a planta do vaso pela primeira vez, assustado com uma folha amarelada, vi esses “tubérculos” cheios e firmes e entendi por que ela aguenta intervalos maiores entre regas sem murchar rapidamente.

Minha zamioculca cresceu quando eu parei de interferir tanto
Aprendi com minha zamioculca que paciência – Créditos: depositphotos.com / natalia_ch

Como as características da zamioculca influenciam os cuidados diários?

Outro ponto que logo me chamou atenção foram as folhas espessas e brilhantes, que no começo eu achava apenas bonitas. Com o tempo, entendi que essa estrutura reduz a perda de água por evaporação, ajudando a planta a lidar melhor com ar-condicionado, ventilador e ambientes internos mais secos.

Porém, essa mesma resistência torna traiçoeiros os sinais de estresse hídrico: quando há excesso de água, os caules demoram a amolecer e o amarelecimento é gradual. Muitas vezes, quando percebi o problema, o substrato já havia ficado encharcado várias vezes, mostrando como a zamioculca “aguenta calada” até não dar mais.

Como regar a zamioculca corretamente e evitar exageros?

Depois de alguns sustos, aprendi que a palavra-chave no cuidado com a zamioculca é moderação. Diferente de outras plantas que gostam de substrato sempre úmido, ela prefere que o solo seque parcialmente entre uma rega e outra, o que no meu caso significa intervalos de 10 a 20 dias, dependendo do clima e do vaso.

Para evitar o encharcamento, criei uma rotina simples, observando mais o comportamento da planta do que o calendário. Algumas práticas passaram a fazer muita diferença no dia a dia e ajudaram a manter o equilíbrio entre rega, drenagem e ambiente:

  • Escolhi vasos com furos de drenagem e pratinho, deixando o excesso de água escorrer livremente.
  • Teste diário ou semanal da umidade do substrato com o dedo, afundando cerca de 3 a 4 cm antes de regar.
  • Descarte da água acumulada no pratinho após alguns minutos para evitar que as raízes fiquem submersas.
  • Redução da frequência de regas no inverno ou em dias mais frios, quando a evaporação é menor.

Essa zamioculca acabou ensinando, com o tempo, que paciência também faz parte do cuidado. Neste vídeo do canal Spagnhol Plantas, que reúne mais de 1.65 milhões de inscritos e soma cerca de 1.1 milhões visualizações, você entende por que regar menos pode ser mais:

Quais são os sinais de excesso ou falta de água na zamioculca?

Com o tempo, observar minha zamioculca virou quase um ritual silencioso. Quando eu errava na mão e dava excesso de água, os caules que antes eram firmes começavam a amolecer, as folhas iam amarelando aos poucos e, em fases mais críticas, apareciam áreas escuras na base dos pecíolos, indicando possível apodrecimento das raízes.

Já a falta de água se mostrava de outro jeito: as folhas perdiam brilho, ficavam levemente enrugadas e menos viçosas, e alguns folíolos chegavam a secar e cair em períodos muito longos sem rega. Nesses momentos, eu imaginava os rizomas usando suas reservas internas e retomava a irrigação de forma gradual, permitindo que a planta se recuperasse sem choques.

Como escolher substrato, luz e adubação ideais para zamioculca?

Além da rega, percebi que a saúde da minha zamioculca dependia diretamente do substrato, da luz e da nutrição. Preparei uma mistura bem drenada, combinando terra vegetal, areia grossa e materiais que favorecem a aeração, como casca de pinus e perlita, o que deixou a água escorrer rápido, mantendo apenas a umidade necessária.

Testando diferentes locais, descobri que ela prefere luz indireta brilhante, perto de janelas bem iluminadas, mas sem sol direto forte, que pode queimar as folhas. Na adubação, adoto aplicações leves de fertilizante equilibrado a cada dois ou três meses na primavera e no verão, sempre com moderação, o que resultou em novas brotações, caules firmes e um crescimento constante ao longo do ano.