Esportes
Ex-Santos anuncia aposentadoria após sequência de graves lesões
Volante foi anunciado pelo Mirassol, mas decidiu encerrar a carreira mesmo assim
Nesta terça-feira (6), o volante Alison, ex-Santos, anunciou a aposentadoria aos 32 anos. Apesar do jogador já estar acertado com o Criciúma para disputar a Série B nesta temporada, ele optou por encerrar a carreira mesmo assim por conta de lesões.
“Hoje, as dores passaram a falar mais alto. Meu corpo pediu para parar. E, pela primeira vez, eu decidi escutar. Algo que minha mente já vinha pedindo há algum tempo, mas meu coração insistia em ignorar”, afirmou em um vídeo gravado para anunciar a aposentadoria.
“Ao longo da minha carreira, foram sete cirurgias. Sete vezes em que eu precisei parar, sete vezes em que me disseram que talvez fosse o fim. Depois da quarta cirurgia, o diagnóstico médico dizia que era impossível continuar. Mas eu continuei porque eu sempre acreditei mais no trabalho do que no medo. Mais na fé do que no diagnóstico. E mais no sonho do que na dor.”
Alison precisou passar por sete cirurgias durante a carreira e disputou 271 jogos pelo Santos com quatro gols e sete assistências. Além disso, ele conquistou dois campeonatos paulistas (2015 e 2016), além da Série B do Campeonato Brasileiro em 2024.
Confira a carta de aposentadoria de Alison, ex-Santos
“O futebol foi minha primeira paixão, na verdade, a primeira lembrança que eu tenho da minha infância. Antes da bola, eu não lembro de nada. Ela sempre esteve ali.
Com 11 anos de idade, o Santos entrou na minha vida e o futebol deixou de ser só um sonho. Virou profissão, virou responsabilidade e virou um propósito.
Estrear como profissional aos 18 anos, com a camisa do Santos Futebol Clube, dentro da Vila Belmiro, era tudo que eu sonhava. Mas junto com a estreia, veio também a primeira lesão no meu joelho. Ali começou uma batalha silenciosa.
Ao longo da minha carreira, foram sete cirurgias. Sete vezes em que eu precisei parar, sete vezes em que me disseram que talvez fosse o fim.
Depois da quarta cirurgia, o diagnóstico médico dizia que era impossível continuar. Mas eu continuei porque eu sempre acreditei mais no trabalho do que no medo. Mais na fé do que no diagnóstico. E mais no sonho do que na dor.
Eu vivi momentos que jamais sairão da minha memória. Momentos que só o futebol pode proporcionar. O futebol me deu a chance de mudar a minha realidade e, principalmente, a realidade da minha família.
Sou grato a Deus por cada passo. Sou grato a minha família que nunca soltou a minha mão, a todas as pessoas que acreditaram em mim e a todos os clubes que eu defendi.
E ao Santos Futebol Clube, minha gratidão eterna. O clube que me abriu as portas, que me formou como atleta, mas acima de tudo, me formou como homem. Foram quase 20 anos dedicados a esse clube. Ao torcedor santista, vocês sabem. Nos momentos difíceis, o apoio de vocês me sustentou.
Hoje, as dores passaram a falar mais alto. Meu corpo pediu para parar. E, pela primeira vez, eu decidi escutar. Algo que minha mente já vinha pedindo há algum tempo, mas meu coração insistia em ignorar.
Não é fácil viver tantas lesões, se provar tantas vezes, se reinventar e se reconstruir. Foram dores físicas e dores que ninguém vê. Mas eu não encerro essa história com tristeza. Eu encerro com gratidão porque eu dei tudo que eu tinha e o futebol me deu tudo que podia.
Hoje, eu fecho esse ciclo em paz, com orgulho do caminho que percorri, com respeito pela minha história. E falando em respeito, essa foi minha maior conquista: o respeito que as pessoas tem por mim.
Este é o fim de um ciclo, mas não é uma despedida da vida. É apenas o começo de um novo capítulo. Obrigado, futebol! Você foi minha primeira paixão e será para sempre parte de quem eu sou.”