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Automobilismo

Cinco carros que viraram prejuízo e pegaram muita gente de surpresa

Cinco carros que pareciam bons negócios e viraram dor de cabeça

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Cinco carros que viraram prejuízo e pegaram muita gente de surpresa
Carros elétricos e híbridos podem perder valor mais rápido em alguns cenários - Créditos: Divulgação/JAC Motors e Inteligência artificial

Adquirir um carro no Brasil deixou de ser apenas uma questão de mobilidade. Em um cenário de inflação resistente, câmbio instável e avanço dos veículos eletrificados, a escolha do modelo influencia diretamente o patrimônio do proprietário, com destaque para a desvalorização de carros, especialmente entre alguns elétricos e híbridos que perderam valor em ritmo acelerado.

Como o cenário econômico atual afeta a desvalorização de carros?

Nessa conjuntura, o automóvel continua sendo um bem importante na vida financeira das famílias, mas já não é tratado apenas como símbolo de status. Consumidores observam com mais cuidado a depreciação, o custo de manutenção, a oferta de peças e a facilidade de revenda.

Essas variáveis ajudam a explicar por que determinados veículos, em especial os carros elétricos de primeira geração, estão entre os que mais perderam preço no mercado nacional. Em muitos casos, a percepção de risco financeiro pesa tanto quanto o consumo ou o desempenho.

Cinco carros que viraram prejuízo e pegaram muita gente de surpresa
Renault Kwid

Como a economia brasileira influencia o setor automotivo?

A economia brasileira reúne fatores que pressionam o setor automotivo, como a alta do dólar, que encarece importados e componentes usados na produção local. Isso afeta tanto carros novos quanto usados, aumentando o custo total de propriedade.

Problemas nas cadeias de suprimentos ainda geram instabilidade no custo de peças e no prazo de reparos, influenciando a percepção de valor na revenda. Enquanto as vendas de carros zero quilômetro crescem moderadamente, o mercado de seminovos e usados registra alta mais forte, mas nem todos os modelos se beneficiam desse movimento.

Por que alguns carros elétricos desvalorizam tão rápido?

A transição para veículos elétricos e híbridos avança no Brasil, mas de forma desigual entre segmentos e marcas. Modelos com autonomia limitada, rede de recarga restrita e manutenção mais cara enfrentam maior resistência na revenda e acabam perdendo valor mais rapidamente.

Outro ponto sensível é a incerteza sobre a durabilidade das baterias de carros elétricos e o custo de reposição desses componentes. Mesmo sem falhas generalizadas, a dúvida sobre a manutenção futura e a obsolescência tecnológica reduz o interesse por alguns modelos específicos.

Quais são os carros que mais desvalorizaram?

Alguns modelos se destacaram entre os que mais perderam valor no Brasil, especialmente no segmento de SUVs e hatches eletrificados. As referências abaixo tomam como base comparações entre preço de tabela e valores praticados no mercado de usados ao longo do ano.

  • JAC e-JS4 (SUV elétrico)
    Apresentou queda próxima de 37,5% em período curto, com valores médios na faixa de R$ 160 mil no mercado de usados. A autonomia limitada frente a concorrentes recentes e a chegada de novos SUVs elétricos pressionaram a revenda.
  • JAC e-JS7 (SUV elétrico)
    Com desvalorização em torno de 32,6% e preços médios próximos de R$ 170 mil, sofreu com custos de manutenção mais altos e oferta restrita de assistência técnica. Esses fatores reduzem o interesse de compradores de segunda mão.
  • Renault Kwid E-Tech (hatch elétrico)
    Perdeu aproximadamente 25% do valor, sendo encontrado por volta de R$ 80 mil. Apesar de ser opção mais acessível entre os carros elétricos, esbarrou na infraestrutura de recarga ainda limitada em várias regiões.
  • BMW iX1 (SUV elétrico de luxo)
    Teve recuo em torno de 22%, chegando à casa de R$ 250 mil no mercado de usados. O posicionamento premium, somado a custos elevados de reparo e seguro de carro, restringiu o público interessado.
  • Honda ZR-V (SUV híbrido)
    Registrou desvalorização próxima de 20%, com preços em torno de R$ 180 mil. A proposta de carro híbrido ainda gera dúvidas em comparação com SUVs flex tradicionais, sobretudo em relação ao custo-benefício.
Cinco carros que viraram prejuízo e pegaram muita gente de surpresa
Honda ZR-V

Como reduzir perdas com a desvalorização de carros?

Embora a desvalorização de carros seja inevitável, alguns cuidados ajudam a limitar o impacto financeiro na revenda de veículos. O ideal é planejar a compra considerando não apenas o preço de entrada, mas também manutenção, seguro, liquidez e reputação da marca ao longo dos anos.

Ao avaliar um modelo, vale priorizar informações objetivas e dados de mercado para fundamentar a escolha. Veja alguns pontos práticos que podem ajudar a reduzir perdas:

  • Analisar o histórico de preço de modelos semelhantes nos últimos anos, observando variações anuais de depreciação por segmento.
  • Priorizar marcas com ampla rede de concessionárias, o que facilita revisões, reparos e a revenda do carro usado.
  • Verificar custos de seguro e peças, sobretudo em carros importados e eletrificados, que tendem a valores mais altos.
  • Considerar seminovos com garantia de fábrica, que reduzem a perda inicial frente ao zero quilômetro e ainda oferecem cobertura em reparos caros.
  • Avaliar a infraestrutura local de recarga antes de optar por um elétrico, observando pontos públicos e viabilidade de carregador residencial.

O avanço da eletrificação automotiva no Brasil deve continuar, mas a velocidade dessa mudança dependerá de políticas públicas, expansão da infraestrutura de recarga e queda gradual dos custos de produção. Até lá, atenção à desvalorização de carros segue central para quem quer comprar, usar e revender um veículo com melhor custo-benefício.