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Rio registra menor número de novos casos de HIV em 10 anos

Queda é atribuída à ampliação da prevenção combinada e ao acesso a medicamentos antirretrovirais no estado
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Foto: Edu Kapps/SMS

O estado do Rio de Janeiro registrou, em 2024, o menor número de novos casos de infecção por HIV dos últimos dez anos, desconsiderando o período da pandemia. Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde indicam uma queda significativa nos índices da doença, resultado atribuído à ampliação das estratégias de prevenção e ao aumento da oferta de medicamentos antirretrovirais na rede pública.

Em 2014, a taxa de novos casos era de 28 registros por 100 mil habitantes. Já em 2024, o índice caiu para 22 casos por 100 mil habitantes, configurando o segundo menor número da década. O avanço está diretamente relacionado à chamada prevenção combinada, que reúne diferentes métodos para reduzir a transmissão do HIV e ampliar a segurança das práticas sexuais.

Atualmente, cerca de 99 mil pessoas no estado vivem com carga viral suprimida, ou seja, com o vírus indetectável nos exames, o que impede a transmissão para parceiros sexuais e reduz o risco de desenvolvimento da AIDS. A gerente de IST e AIDS da Secretaria de Estado de Saúde, Juliana Rebelo, explica que o cenário reflete a melhoria no acompanhamento dos pacientes pelo sistema público de saúde.

“A gente observou que nos últimos 10 anos houve uma redução de novos casos de HIV e no número de novos casos de AIDS. Isso significa que a gente está tendo maior eficiência no acompanhamento das pessoas, então a gente está conseguindo tratar melhor as pessoas que têm HIV e, com isso, elas evoluem menos para a doença, para virar um caso de AIDS”, afirma.

Segundo a especialista, a queda também está associada ao aumento do acesso às tecnologias de prevenção.

“Com relação ao número de casos de HIV, a gente tem tido um resultado muito expressivo no aumento do acesso às tecnologias de prevenção. Então as pessoas têm se prevenido mais para o HIV”, destaca Juliana Rebelo.

Entre as principais estratégias disponíveis no Sistema Único de Saúde estão a PEP (Profilaxia Pós-Exposição) e a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição). A PEP é indicada para pessoas que tiveram uma possível exposição ao vírus e deve ser iniciada entre 2 e 72 horas após o contato de risco, com uso de medicamentos por 28 dias. Já a PrEP é destinada a pessoas que se antecipam à exposição, podendo ser utilizada de forma contínua ou sob demanda, antes da relação sexual.

Atualmente, 47 municípios do estado oferecem a PrEP para pessoas que se consideram em maior risco de exposição ao HIV. Somente em 2025, o estado registrou 60.802 retiradas desses medicamentos, reforçando a ampliação do acesso às políticas públicas de prevenção.