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Regina Duarte lamenta morte de Manoel Carlos: “Vamos sentir sua falta e amar para sempre o teu legado”

Autor morreu no sábado (10), no Rio, aos 92 anos; criador das “Helenas” marcou gerações da teledramaturgia brasileira

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Regina Duarte lamenta morte de Manoel Carlos
Foto: Reprodução / Instagram @reginaduarte

A atriz Regina Duarte lamentou a morte do autor Manoel Carlos, ocorrida no sábado (10), no Rio de Janeiro. Conhecido como Maneco, o escritor e dramaturgo tinha 92 anos e fazia tratamento contra a Doença de Parkinson. A causa da morte não foi divulgada pela família.

Em uma publicação nas redes sociais, Regina destacou a importância de Manoel Carlos para a teledramaturgia brasileira e relembrou características marcantes de sua obra.

“Maneco foi o pai das Helenas, das antagonistas perfeitas e filhas marcantes. Registrou em nós, amantes da teledramaturgia, um amor inexplicável pela realidade de tantas histórias. As Helenas são espetaculares e chamar a atenção da censura com uma simples frase —’Dói, mas só até sangrar’— mostra que a genialidade do Maneco atravessava fronteiras. Ousado, irreverente, poeta, cronista, o deus da palavra que salta na língua, o homem que nos apresentou a maravilha do bairro Leblon. O grande Manoel Carlos. Vamos sentir sua falta e amar para sempre o teu legado”, escreveu a atriz.

Regina Duarte foi uma das atrizes mais associadas à obra de Maneco. Ela interpretou a personagem Helena, protagonista recorrente nas novelas do autor, em três produções: História de Amor (1995), Por Amor (1997) e Páginas da Vida (2006).

Repercussão entre atrizes e colegas de trabalho

Taís Araújo como Helena em “Viver a Vida”. Foto: Reprodução/TV Globo

Além de Regina Duarte, outras atrizes que viveram Helenas também se manifestaram. Taís Araújo, protagonista de Viver a Vida (2009), agradeceu ao autor pela oportunidade e afirmou que o legado dele “jamais será esquecido”. Já Maitê Proença, Helena de Felicidade (1991), descreveu a perda como uma “tristeza imensa”.

Manoel Carlos ficou conhecido por criar protagonistas femininas fortes, especialmente as Helenas, retratadas como mulheres marcadas por conflitos familiares, escolhas difíceis e relações afetivas complexas.

Trajetória de Manoel Carlos

Manoel Carlos iniciou sua carreira artística no teatro, ainda na adolescência, e passou por diversas emissoras brasileiras antes de chegar à TV Globo, em 1972, como diretor-geral do Fantástico. Ao longo da carreira, atuou como autor, diretor, produtor e escritor.

Suas novelas ficaram marcadas pela ambientação no Rio de Janeiro, em especial o Leblon, e pela abordagem realista de temas familiares, sociais e afetivos. Entre os trabalhos mais conhecidos estão Baila Comigo, Laços de Família, Mulheres Apaixonadas, Por Amor, Páginas da Vida e Em Família.

O autor estava aposentado desde 2014 e vivia recluso com a família. Ele deixa duas filhas: a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina, que colaborou com ele em diversas obras.

O velório será fechado, restrito a familiares e amigos próximos. Em nota, a família agradeceu as manifestações de carinho e pediu respeito à privacidade neste momento.