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O longan que saiu da Ásia e encontrou espaço no cultivo brasileiro
Uma fruta pouco conhecida que vem se desenvolvendo bem no Brasil
A longan, também conhecida como olho-de-dragão, é uma fruta asiática que vem despertando interesse entre produtores e consumidores no Brasil. Originária de regiões tropicais da Ásia, a espécie Dimocarpus longan pertence à mesma família da lichia e do rambotã, apresentando sabor adocicado e aroma suave. Nos últimos anos, a cultura tem sido observada como alternativa para diversificar pomares e atender nichos de mercado que valorizam frutas exóticas e de alto valor agregado.
O que é a longan (Dimocarpus longan) e quais são suas principais características?
A longan é uma árvore frutífera de porte médio, que pode atingir entre 8 e 15 metros de altura em condições favoráveis, apresentando copa densa e folhas perenes. Seus frutos são arredondados, de casca fina e amarronzada, com polpa translúcida e semente escura no centro, o que justifica o apelido de “olho-de-dragão”.
A frutificação ocorre em cachos, semelhante à lichia, o que facilita a colheita e a comercialização em ramos inteiros, especialmente para venda in natura. Do ponto de vista nutricional, a fruta é fonte de carboidratos, vitaminas do complexo B e minerais como potássio e magnésio, além de compostos fenólicos com ação antioxidante.

Quais são os benefícios nutricionais e usos culinários da fruta longan?
A longan fruta asiática se destaca não apenas pelo sabor adocicado, mas também pelo seu valor nutricional e funcional. Estudos relatam a presença de antioxidantes associados à proteção celular e ao equilíbrio do metabolismo, o que desperta interesse da indústria de alimentos e bebidas saudáveis.
A polpa pode ser consumida fresca, desidratada ou processada, integrando preparações doces e bebidas. Em diferentes países asiáticos, é comum o uso em chás, sobremesas e compotas, e esse tipo de aplicação começa a ganhar espaço no Brasil em restaurantes de culinária oriental e em produtos artesanais.
Como a longan fruta asiática se adapta ao clima brasileiro?
A palavra-chave principal, longan fruta asiática, está diretamente ligada ao desafio da adaptação ao Brasil. A planta é originalmente de áreas subtropicais e tropicais da Ásia, como China, Vietnã, Tailândia e Índia, onde enfrenta invernos amenos e verões quentes, com boa disponibilidade de água. No território brasileiro, condições semelhantes são encontradas em faixas do litoral e do interior de vários estados.
Em geral, a longan se desenvolve melhor em locais com temperatura média anual entre 20 °C e 28 °C, sem geadas severas, exigindo cuidado em regiões de inverno rigoroso. Em áreas de clima tropical úmido ou subúmido, a planta tende a se adaptar com menos dificuldades, desde que o solo apresente boa drenagem, fertilidade adequada e manejo hídrico ajustado ao regime de chuvas.
O longan é uma fruta asiática que vem se adaptando bem ao clima brasileiro.
Neste vídeo do canal Jeru Tuzaki, com mais de 742 mil de inscritos e cerca de 12 mil visualizações, essa adaptação é explicada:
@jeru_tuzaki Longan, Olho de dragão ou Lichia dourada? hehehe 🤎 Sou apaixonada por essa fruta!! É super docinha 😍 Olhando lembra Pitomba né? 😁 #longan #olhodedragao #lichiadourada #fruta #frutas #fy ♬ som original – Jeru Tuzaki
Quais cuidados são importantes para o cultivo de longan no Brasil?
Para facilitar a implantação da cultura da Dimocarpus longan em pomares brasileiros, é essencial planejar o sistema produtivo desde a escolha da área até a colheita. A adoção de mudas de qualidade, manejo nutricional equilibrado e irrigação bem dimensionada contribui para a formação de plantas vigorosas e produtivas, reduzindo falhas e mortalidade no pomar.
Alguns cuidados básicos são especialmente recomendados para quem deseja iniciar o cultivo da longan e obter boa produtividade ao longo dos anos:
- Seleção de mudas enxertadas, mais uniformes, produtivas e com melhor adaptação regional;
- Plantio em áreas com boa exposição ao sol e proteção contra ventos fortes que possam quebrar ramos;
- Correção e adubação do solo conforme análise química, priorizando boa estrutura e matéria orgânica;
- Instalação de irrigação em regiões com períodos de seca prolongada, garantindo regularidade hídrica;
- Monitoramento de pragas e doenças, ainda que a fruta seja relativamente rústica, com manejo integrado.
Quais são as principais vantagens e desafios do cultivo de longan no Brasil?
O cultivo da longan no Brasil apresenta diversas vantagens para produtores rurais, especialmente ligados à diversificação de culturas. Em propriedades já voltadas à fruticultura, a inserção de uma fruta asiática diferenciada reduz a dependência de poucas espécies e pode atenuar riscos de oscilações de preço de frutas tradicionais.
Por outro lado, persistem desafios técnicos e de mercado que exigem planejamento. A falta de conhecimento amplo sobre cultivares adaptadas, época ideal de plantio, poda e manejo de florescimento limita a expansão. A oferta restrita de mudas de qualidade e a necessidade de estudos regionais específicos ainda são obstáculos que precisam ser superados por meio de pesquisa e assistência técnica.
Como a longan pode se integrar à fruticultura brasileira de forma sustentável?
A inserção da longan na fruticultura nacional tende a ocorrer de forma gradual, acompanhando o avanço da tecnologia de produção e o maior conhecimento do consumidor. Em propriedades que já cultivam lichia, manga, citros ou outras frutas tropicais, a espécie pode complementar a safra, aproveitando mão de obra, infraestrutura de irrigação e canais de comercialização já consolidados.
Em termos de sistemas produtivos, a longan fruta asiática pode ser conduzida em monocultivo ou em arranjos mais diversificados, incluindo consórcios com outras espécies perenes e sistemas agroflorestais. À medida que o acesso a mudas selecionadas, dados de produtividade e informações de manejo se amplia, a fruta tende a se tornar mais presente em feiras, hortifrutis e restaurantes, contribuindo para a diversificação da produção e para o aumento da oferta de frutas exóticas ao consumidor brasileiro.