Carros usados que podem virar prejuízo em 2026 por falhas mecânicas - Super Rádio Tupi
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Automobilismo

Carros usados que podem virar prejuízo em 2026 por falhas mecânicas

Defeitos crônicos elevam gastos com manutenção e reparos

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Carro parado há um ano exige cuidados antes da partida para evitar danos
Antes de ligar um carro parado por meses, é preciso verificação - Créditos: depositphotos.com / Bokstaz

O fim do ano costuma trazer balanços, reorganização financeira e muitos planos de consumo, e a compra de um automóvel usado segue no radar de grande parte dos brasileiros. Nesse cenário, o mercado de seminovos e carros antigos parece atraente pelo custo inicial mais baixo, mas esconde armadilhas que podem gerar gastos elevados. Entre elas estão modelos com defeitos recorrentes, projetos problemáticos ou componentes caros e frágeis, que exigem atenção redobrada de quem pretende fechar negócio em 2026.

Quais carros usados evitar em 2026 e quais riscos eles trazem

Ao analisar o histórico de manutenção de certos veículos e o volume de reclamações de proprietários, alguns automóveis surgem com frequência quando o tema é risco mecânico e custo de reparo. Não se trata de casos isolados, mas de falhas repetitivas em motores, transmissões ou suspensão que podem comprometer o orçamento de quem compra sem pesquisar bem.

Entre os carros usados para evitar em 2026 destacam-se modelos com problemas crônicos já conhecidos em oficinas, sobretudo quando combinam defeitos recorrentes e reparos caros. SUVs e hatches com câmbios automáticos ou automatizados defeituosos, além de veículos com motores sensíveis a negligência em manutenção, tendem a oferecer maior risco financeiro ao novo dono.

Carros usados que podem virar prejuízo em 2026 por falhas mecânicas
Jeep Renegade – Créditos: Jeep/Divulgação

Quais cuidados ter com Jeep Renegade, Compass e câmbio automático

Entre os modelos que exigem atenção especial em 2026 estão Jeep Renegade e Jeep Compass produzidos antes de 2021, sobretudo com motores 1.8 e 2.0 aspirados associados ao câmbio automático AT6. Relatos de engates bruscos, trepidações, dificuldade nas trocas de marcha e vazamentos de fluido costumam ter como ponto sensível o trocador de calor do óleo da transmissão.

Quando esse componente falha, pode ocorrer mistura do óleo do câmbio com a água do arrefecimento, causando superaquecimento e desgaste interno acelerado da transmissão. Em carros fora de garantia, um reparo completo no câmbio representa valor alto em relação ao preço do veículo, por isso é essencial verificar histórico, comportamento em uso e sinais de intervenção recente antes da compra.

  • Histórico de manutenção detalhado, com notas fiscais de serviços realizados.
  • Registros de substituição do trocador de calor e de reparos no câmbio automático.
  • Estado do fluido de transmissão e ausência de trepidações em teste de rodagem.

Por que o Fiat Marea 2.0 Turbo envolve tantos riscos na compra

O Fiat Marea 2.0 Turbo é um caso emblemático de carro usado com fama de problema no Brasil, apesar do bom desempenho para um modelo nacional de sua época. Seu motor turbo exige manutenção rígida, com trocas de óleo em dia, lubrificante correto, atenção à correia dentada e ao sistema de arrefecimento, sob risco de danos graves e caros.

Muitos exemplares passaram por diversos donos e sofreram manutenções precárias, gerando histórico incompleto, vazamentos, superaquecimento, desgaste prematuro de cabeçote e até motores condenados. Assim, quem compra um Marea Turbo usado geralmente encontra carros com adaptações, registros de retífica e alto potencial de custo, o que o torna mais adequado a quem aceita um projeto de restauração complexa.

Carros usados que podem virar prejuízo em 2026 por falhas mecânicas
Fiat Marea 2.0 Turbo

Transmissões Powershift e DSG seco ainda são um problema em usados

Entre 2010 e 2017, o mercado brasileiro conviveu com duas transmissões automatizadas de dupla embreagem que acumularam reclamações e hoje exigem cautela. A Powershift, aplicada em Ford Focus, Fiesta e EcoSport, gerou relatos de trepidações, perda de desempenho, mensagens de superaquecimento e travamentos, frequentemente ligados a contaminação da embreagem por óleo.

No mesmo período, modelos Volkswagen e Audi com câmbio DSG de sete marchas a seco (DQ200) também ganharam fama de manutenção delicada. Vibrações, falhas na unidade mecatrônica, ruídos internos e danos estruturais motivaram recalls em Golf, Jetta, Passat, Fusca e Audi A1 e A3, e ainda hoje esses veículos sofrem com desvalorização e desconfiança no mercado de usados.

  • Identificar o código exato do câmbio e o ano/modelo do carro.
  • Checar se houve recall e se o serviço foi corretamente realizado.
  • Realizar teste em diferentes condições, como trânsito pesado e estrada.
  • Consultar mecânico especializado em transmissões de dupla embreagem.

Como a suspensão e o cabeçote do Peugeot 206 afetam o bolso

O Peugeot 206 marcou uma geração, mas acumulou críticas à durabilidade da suspensão em pisos ruins, com desgaste precoce de bieletas, buchas e bandejas. Em uso intenso em vias esburacadas, as visitas à oficina tendem a ser frequentes, elevando o custo de propriedade para quem roda muito no dia a dia.

As versões 1.4 também ficaram conhecidas por problemas de junta de cabeçote, geralmente associados a aquecimento excessivo e falhas no sistema de arrefecimento. Ao avaliar um Peugeot 206 usado em 2026, é fundamental inspecionar ruídos de suspensão, histórico de serviços no motor e eventuais vazamentos, reduzindo o risco de transformar uma compra barata em uma despesa contínua ao longo do ano seguinte.