Esportes
Goleada histórica sofrida pelo Palmeiras contra o Novorizontino termina em muros pichados e prisões
Resultado quebra invencibilidade de quase 11 anos sem derrotas elásticas; Leila Pereira, Abel Ferreira e elenco foram os principais alvos das críticas
A sede social do Palmeiras e as bilheterias do Allianz Parque foram vandalizadas logo após a goleada de 4 a 0 sofrida diante do Novorizontino, pelo Campeonato Paulista. Nesse cenário, manifestantes picharam críticas direcionadas à presidente Leila Pereira, aos jogadores e ao técnico Abel Ferreira. Vale notar que esta última mensagem continha, inclusive, um erro de ortografia. Em resposta, o clube limpou as paredes rapidamente e informou que a polícia já deteve os responsáveis, confirmando ainda que a diretoria buscará a responsabilização judicial dos envolvidos.
O resultado negativo foi um choque estatístico, representando a maior diferença de gols em uma derrota alviverde em quase 11 anos. Isso não acontecia desde a derrota contra a Chapecoense em 2015. Além disso, a partida encerrou a invencibilidade e o aproveitamento de 100% que a equipe mantinha no início da competição estadual. O impacto foi ainda maior pelo contraste com o bom momento que o time vivia, vindo de três vitórias consecutivas nas rodadas anteriores.
Ironicamente, a derrota aconteceu justamente na marca histórica de 400 jogos da atual comissão técnica à frente do Verdão. Apesar do placar elástico, os números de Abel Ferreira e seus auxiliares permanecem expressivos. Ao todo, são 232 vitórias, 93 empates e 75 derrotas ao longo de sua trajetória. O episódio de fúria da torcida evidencia a alta exigência sobre o trabalho da gestão e do elenco, mesmo diante de um retrospecto recente amplamente vitorioso.
Confira as frases pichadas no muro do Palmeiras
“Abel, acabou a magia? 2025 de novo.”
“Cadê o planejamento? Time sem vergonha. SPAlmeiras.”
“Leila, seu negócio é roubar.”