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Com 35 milhões de euros pela saída de Rayan, Vasco avalia reforços e tenta manter competitividade
Venda de Rayan por 35 milhões redefine planos do Vasco no mercado
A transferência de Rayan para o Bournemouth coloca o Vasco em uma posição financeira mais estável e reacende o debate sobre como o clube pretende utilizar esse novo fôlego, ao mesmo tempo em que reforça o modelo de clube vendedor e amplia a atenção ao mercado internacional, especialmente a Europa, influenciando diretamente o planejamento esportivo para 2026.
Venda de Rayan ao Bournemouth fortalece o caixa do Vasco
A venda de Rayan ao Bournemouth foi acertada por cerca de 35 milhões de euros, algo em torno de 218 milhões de reais na cotação atual. Como o Vasco não detinha todos os direitos econômicos do atacante, o clube deve ficar com aproximadamente 24 milhões de euros, perto de 149,8 milhões de reais, montante que figura entre as maiores transações da base cruz-maltina.
Na prática, a negociação com o Bournemouth garante ao Vasco uma margem maior para investimentos imediatos e para o cumprimento de compromissos financeiros. Parte do valor é destinada a aquisições definitivas, novos contratos e acordos de pagamento à vista, parcelamentos e bônus por performance, além da possibilidade de valores adicionais atrelados às metas de Rayan na Premier League.

Como o dinheiro da venda de Rayan pode mudar o mercado do Vasco
Com a grana da venda de Rayan, o Vasco redefine prioridades de reforços e acelera compras em definitivo, como a de Andrés Gómez. O clube avançou por Brenner, da Udinese, e Marino Hinestroza, do Atlético Nacional, mirando atletas jovens ou em retomada de carreira, com potencial de valorização e futura revenda.
O caso de Cuiabano, lateral do Nottingham Forest, ilustra o novo cenário, já que o clube agora cogita uma proposta mais robusta para tirá-lo da Europa. As tratativas são complexas pelo custo, pela preferência do Forest em usar clubes do mesmo grupo empresarial, como Rio Ave e Olympiacos, e pela concorrência de Botafogo e Corinthians, enquanto o scouting monitora laterais e atacantes na Europa e na América do Sul.
Quais são os principais efeitos da negociação de Rayan no planejamento esportivo
Os impactos da saída de Rayan ultrapassam o balanço financeiro, pois o clube perde um atacante promissor e precisa repor qualidade ofensiva. Por isso, o Vasco observa nomes de frente e de meio-campo e avalia também a possibilidade de retorno de Douglas Luiz, da Juventus, atualmente emprestado ao Nottingham Forest, em busca de mais minutos em campo.
Há um entendimento encaminhado entre Douglas Luiz e o Vasco, mas a liberação depende da Juventus, que analisa se um empréstimo ao Brasil favorece sua valorização. Nesse cenário, alguns pontos ajudam a entender como o planejamento esportivo é redesenhado após a venda de Rayan e quais frentes a diretoria tenta equilibrar:
- Perda de um atacante jovem e valorizado no elenco principal.
- Abertura de espaço para novos investimentos em diferentes posições.
- Chance de repatriar jogadores formados no clube e em busca de retomada.
- Necessidade de equilibrar ambição esportiva com responsabilidade financeira.
Confira a publicação do rayann, no Instagram, com a mensagem “Mais uma tarde especial na Colina! Muita luta até o fim! Aqui é Vasco!”, destacando clima especial em São Januário, entrega e luta da equipe e o foco em identidade, união e apoio da torcida:
Quais são as perspectivas do Vasco após a negociação com o Bournemouth
A venda de Rayan ao Bournemouth é um marco no ciclo atual do Vasco, que tenta consolidar-se como clube vendedor, porém competitivo. O reforço de caixa facilita a resolução de pendências, amplia o poder de barganha em negociações e permite pensar em contratações mais ousadas, sem se afastar da realidade orçamentária e das metas traçadas para 2026.
Os próximos meses indicarão se a negociação será um verdadeiro divisor de águas no planejamento vascaíno, especialmente pelas tratativas com Cuiabano, Douglas Luiz, Brenner, Marino Hinestroza e outros alvos monitorados. O desfecho dessas negociações tende a impactar diretamente o desempenho nas competições nacionais e internacionais, além de influenciar a percepção de torcedores e do mercado sobre a eficácia da atual gestão esportiva e financeira.