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Palmeiras negocia Facundo Torres com prejuízo e confirma retorno do atacante à MLS
Negociação envolveu valores inferiores ao investimento inicial
A transferência de Facundo Torres para o Austin FC movimentou o mercado da bola no início de 2026 e chamou atenção pela rapidez com que o atacante uruguaio deixou o Palmeiras. O jogador, que chegou ao clube alviverde com status de reforço importante, permanece em alta no cenário internacional e volta à Major League Soccer após apenas uma temporada no futebol brasileiro, em um negócio de cifras significativas que reforça o intercâmbio crescente entre clubes sul-americanos e a liga dos Estados Unidos.
Quanto envolveu a transferência de Facundo Torres para o Austin FC
A venda de Facundo Torres ao Austin FC foi fechada por cerca de 10 milhões de dólares, valor integralmente destinado ao Palmeiras. Em reais, a quantia gira em torno de 53 milhões, considerando a cotação aproximada do período e o impacto direto no caixa do clube paulista.
O Palmeiras, que havia desembolsado cerca de 12 milhões de dólares para tirá-lo do Orlando City no início de 2026, registra diferença negativa aproximada de 2 milhões de dólares. Ainda assim, a diretoria considerou fatores como folha salarial, risco de desvalorização futura e possibilidade de reinvestimento em setores considerados carentes do elenco.

O desempenho de Facundo Torres no Palmeiras justifica a venda
A passagem de Facundo Torres pelo Palmeiras durou apenas uma temporada, com números que ajudam a compreender o contexto da negociação. O atacante disputou partidas em diferentes competições nacionais e continentais, alternando momentos de protagonismo com fases de menor brilho em jogos decisivos.
Apesar da sequência de jogos e da participação constante no setor ofensivo, o uruguaio encerrou o ciclo no Verdão sem levantar troféus. Em um clube acostumado a disputar títulos em várias frentes, essa ausência de conquistas coletivas acabou pesando na avaliação interna sobre custo-benefício e influência técnica do jogador.
- 61 jogos pelo Palmeiras
- 10 gols marcados
- 4 assistências distribuídas
- Uma temporada completa no futebol brasileiro
Por que Facundo Torres decidiu voltar à MLS
A volta de Facundo Torres à MLS está ligada a fatores esportivos, estruturais e de carreira. O atacante ressaltou a ambição do Austin FC e a organização da liga norte-americana, que oferece centros de treinamento modernos, estádios cheios e calendário ajustado ao mercado dos Estados Unidos.
A possibilidade de atuar em um projeto pensado para o longo prazo também pesou na escolha, com contrato até 2030. A experiência prévia no Orlando City facilita adaptação ao estilo de jogo e mantém o uruguaio em vitrine relevante, inclusive para futuras convocações à seleção uruguaia e possíveis movimentos ao futebol europeu.
- Contrato longo até 2030, oferecendo estabilidade
- Projeto esportivo ambicioso apresentado pelo Austin FC
- Experiência prévia na MLS, reduzindo o tempo de adaptação
- Estrutura de clube e liga em crescimento contínuo
Qual será o impacto de Facundo Torres no projeto esportivo do Austin FC
No Austin FC, a expectativa é de que Facundo Torres assuma papel de protagonista imediato, sendo titular e referência ofensiva. A direção de futebol destaca sua versatilidade para atuar pelos lados do campo e por dentro, contribuindo com gols, assistências e construção de jogadas em diferentes esquemas táticos.
O clube texano busca avançar em competitividade dentro da MLS, mirando campanhas mais consistentes em playoffs e presença frequente em torneios continentais. Internamente, a contratação também é vista como movimento de marketing esportivo, com potencial para fortalecer a marca do Austin FC junto à torcida local e ao público latino nos Estados Unidos.
Confira a publicação do facutorres11, no Instagram, com a mensagem “21’”, destacando momento decisivo da partida, registro do gol marcado e o foco em celebração e impacto no jogo:
O que a negociação de Facundo Torres sinaliza para o mercado da bola em 2026
A transferência de Facundo Torres do Palmeiras para o Austin FC ilustra um movimento cada vez mais frequente: clubes da MLS disputando, com força financeira, jogadores em atividade em equipes de ponta da América do Sul. O negócio mostra que, mesmo sem retorno financeiro pleno, clubes brasileiros podem considerar vantajoso negociar atletas para ajustar elenco e planejamento.
Para o uruguaio, o acordo garante continuidade em um mercado organizado e em expansão; para o Austin FC, é aposta em talento em plena maturidade esportiva; e, para o Palmeiras, uma decisão estratégica de encerrar um ciclo curto. A operação reforça a tendência de maior integração entre futebol sul-americano e liga norte-americana, impactando o fluxo de jogadores e a forma como clubes planejam seus ativos a médio e longo prazo.