Rio
Morre Bira Haway, produtor de samba e pagode, aos 74 anos
Produtor musical estava internado após voltar a passar mal na última semana
O produtor musical Bira Haway morreu neste domingo (25), aos 74 anos, no Hospital Carlos Chagas, em realengo, na Zona Oeste do Rio. Reconhecido como um dos principais nomes do samba e do pagode no estado, ele estava internado após voltar a passar mal na última semana.
Bira Haway, cujo nome de batismo era Ubirajara de Souza, enfrentava problemas de saúde nos últimos meses. Recentemente, ele passou por uma amputação da perna, da coxa para baixo, no Hospital Miguel Couto, na Zona Sul do Rio, e havia recebido alta médica.
Na última quarta-feira, o produtor voltou a passar mal e foi levado à UPA da Cidade de Deus. No local, foi constatada insuficiência cardíaca. Após o atendimento inicial, ele foi transferido para o Hospital Carlos Chagas, onde morreu.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento. Bira era pai do cantor Anderson Leonardo, vocalista do Grupo Molejo, que morreu em 2024.
Quem foi Bira Haway?
Bira Haway construiu uma trajetória ligada ao samba e ao pagode desde os palcos. Ele iniciou a carreira como percussionista na cena noturna de São Paulo, antes de se tornar um nome conhecido nos bastidores da música.
O apelido Haway surgiu ainda nesse período inicial, inspirado no nome de um estúdio onde ele gravava com frequência. Além do trabalho como percussionista, Bira também atuou como cantor e intérprete de escolas de samba.
Ele foi o intérprete da Estácio no primeiro ano de atuação de Ciça como mestre de bateria, experiência que marcou sua passagem pelo carnaval carioca.
Atuação como produtor musical
A partir da década de 1980, Bira Haway passou a se dedicar principalmente à produção musical. Nos bastidores, participou de trabalhos com grupos que se destacaram no samba e no pagode.
Ao longo da carreira, atuou como produtor de artistas e grupos como Molejo, Exaltasamba, Soweto, Samprazer e Grupo Revelação, consolidando seu nome como uma referência no gênero no Rio de Janeiro.