Esportes
Presidente da Conmebol abre as portas para Inter Miami e clubes mexicanos, mas impõe condição
Equipes mexicanas não disputam o principal torneio da América do Sul desde 2016
O possível retorno de clubes mexicanos e a inédita inclusão de equipes dos Estados Unidos na Copa Libertadores depende, agora, de um movimento burocrático vindo do Norte. O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, comentou a proposta levantada por Jorge Más, coproprietário do Inter Miami e entusiasta da integração das Américas no futebol. Na ocasião, o dirigente ressaltou que qualquer negociação para viabilizar a participação desses times deve ser mediada institucionalmente.
Domínguez defende que o diálogo não deve começar diretamente com clubes ou investidores, mas sim com a entidade que rege o futebol na América do Norte, Central e Caribe. O dirigente reforçou esse posicionamento durante o lançamento da marca da Copa do Mundo Feminina de 2027, no Rio de Janeiro. Na ocasião, o presidente foi enfático sobre a necessidade de respeito à hierarquia esportiva:
“É uma questão que eles têm que falar dentro da Concacaf. Já foi feito no passado, mas a gente é muito respeitoso com as outras confederações. Mas, sim, é uma honra que equipes de outra confederação tenham a Libertadores como referência de competição internacional e mundial.”
Portas abertas, mas com protocolo
A discussão ganha força com a presença de astros como Lionel Messi e Luis Suárez na MLS. Essa movimentação aumentaria drasticamente o apelo comercial e técnico do torneio sul-americano. Diante desse cenário, Domínguez não descartou a possibilidade e lembrou que a parceria com o México foi uma realidade sólida por quase duas décadas.
Entretanto, ele reforçou que a iniciativa precisa partir de um acordo entre as confederações:
“A porta ficou aberta, lembrem que eles estiveram aqui com a gente jogando até o ano 2017 (a última participação foi em 2016), mas se eles querem voltar têm que voltar através da Concacaf.”