Rio
Quem era a jovem morta a facadas pelo ex na frente do filho de dois anos
Criança de dois anos presenciou o crime; mãe da vítima vai passar por cirurgia
A jovem Thamires Franca, de 23 anos, foi morta a facadas após o ex-companheiro invadir a casa onde ela morava, em Manilha. O ataque aconteceu durante a madrugada e foi presenciado pelo filho do casal, de apenas dois anos de idade.
Segundo a polícia, o suspeito desferiu vários golpes de faca contra a vítima. Ela foi socorrida e levada à UPA de Manilha, mas deu entrada desacordada e teve o óbito declarado na unidade de saúde.
A mãe da vítima também foi atacada ao tentar defendê-la. Ela sofreu um ferimento no braço, foi atendida inicialmente na UPA e transferida para o Hospital Estadual Alberto Torres, onde deverá passar por uma cirurgia.
Criança presenciou o crime dentro de casa
O filho de dois anos da vítima estava no local no momento do ataque e presenciou toda a agressão. Após o ocorrido, a criança ficou sob a responsabilidade de uma tia.
De acordo com o relato, o menino se chocou com o crime e repete a cena vivida durante a madrugada: “Meu papai pegou a faca, enfiou na minha mamãe e saiu sangue. Minha mamãe está no hospital”.
A vítima também era mãe de outra criança, de sete anos, fruto de outro relacionamento. O menino já estava passando as férias com o pai e permanece com ele. A família informou que a criança ainda não foi comunicada sobre a morte da mãe.
Pai e prima descrevem Thamires
Maria Angélica Rocha, prima da vítima, comentou sobre o estilo de vida da jovem: “Era uma menina muito alegre, sorridente e amava cuidar dos filhos. Ela gostava de curtir o final de semana dela, tinha muitos amigos e gostava de beber. Do jeito dela, ela gostava de curtir a vida”.
Já o pai de Thamires disse que não tinha ciência de que a filha era constantemente agredida pelo ex-namorado: “Eu vim saber hoje que ela estava sendo agredida e estava passando por esse processo, que é ruim e que tantas outras mulheres passam todos os dias”.
Por fim, pediu que as leis para a proteção da mulher sejam mais rígidas: “Que se reveja as leis no nosso país, que são muito frouxas com relação a isso. Não basta só a Lei Maria da Penha. E aí eu pergunto, se a vida não vale nada, o que vale?”.