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Uma planta resistente que vira destaque ornamental e ainda frutifica

Resistência, beleza e surpresa reunidas em uma só planta

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Uma planta resistente que vira destaque ornamental e ainda frutifica
A gravatá é uma bromélia nativa do Brasil

Entre as plantas típicas de regiões de clima subtropical no Brasil, a gravatá se destaca como uma bromélia rústica, de fácil adaptação e forte presença ornamental. Conhecida cientificamente como Bromelia antiacantha, essa espécie aparece com frequência em áreas de mata, encostas e quintais, chamando atenção pelas folhas em roseta e pelo colorido intenso na época de frutificação, despertando interesse de jardineiros, paisagistas e pesquisadores.

O que é o gravatá e quais são suas principais características

A palavra-chave central deste tema é gravatá, termo popular utilizado em várias regiões do Brasil para designar bromélias terrestres com folhas armadas de espinhos. No caso da Bromelia antiacantha, a planta forma uma roseta de folhas longas, firmes e serrilhadas nas bordas, criando um aspecto de coroa ao redor do miolo e destacando-se no ambiente.

Quando entra em fase reprodutiva, a parte central ganha coloração avermelhada ou alaranjada, sinalizando o desenvolvimento das inflorescências e, posteriormente, dos frutos. Integrando a família Bromeliaceae, a mesma do abacaxi, o gravatá armazena água e matéria orgânica entre as folhas, servindo de abrigo para insetos, pequenos répteis e outros organismos.

Uma planta resistente que vira destaque ornamental e ainda frutifica
Uma planta resistente que vira destaque ornamental e ainda frutifica – Créditos: Frank Thomas Sautter – Wikimedia Commons

Por que o gravatá é importante para o paisagismo e para a ecologia

O gravatá é classificado como planta perene, formando touceiras que se expandem ao longo do tempo e contribuem para a proteção do solo. Em ambientes naturais, ocupa áreas ensolaradas ou de meia-sombra, ajudando a reduzir erosão, proteger encostas e favorecer a infiltração de água no solo, com baixa exigência de manutenção.

Em muitas localidades, o gravatá é chamado de “gravatá-do-mato” ou “gravatazeiro”, reforçando seu vínculo com áreas de vegetação nativa e uso como cerca viva natural. A combinação de rusticidade, função ecológica, espinhos que atuam como barreira física e potencial estético explica por que a Bromelia antiacantha ganha espaço em projetos paisagísticos que valorizam a flora regional.

Como é o fruto do gravatá e como ele pode ser utilizado

O fruto do gravatá é um dos aspectos que mais despertam curiosidade, pois lembra pequenos abacaxis alongados reunidos em infrutescências compactas. A coloração varia do amarelo ao alaranjado, às vezes com tons avermelhados, e a polpa é suculenta e aromática, embora seja considerada uma fruta rústica de uso ainda pouco difundido.

Em algumas comunidades, os frutos são aproveitados em preparações caseiras, como geleias, sucos e caldas, sempre com manejo adequado e respeito aos saberes locais. Do ponto de vista ornamental, a frutificação transforma o gravatá em ponto de destaque em jardins, criando foco visual marcante em canteiros e áreas de transição entre espaços cultivados e trechos mais naturais.

O gravatá é uma planta rústica que chama atenção tanto pelo visual quanto pela adaptação ao ambiente.
Neste vídeo do canal rainha da pitaya, com mais de 71 mil de inscritos e cerca de 339 visualizações, essa fruta aparece integrada à paisagem natural:

@rainhadapitaya A Bromelia antiacantha Bertol, popularmente conhecida como caraguatá ou bananinha do mato devido à aparência de seus frutos (bagas amarelas), é uma espécie nativa do Brasil e ocorre da Bahia ao Rio Grande do Sul, na mata atlântica e no bioma Pampa, pertencente à família das Bromeliaceae.#xaropecaseiro #gravata #caraguata ♬ som original – 🌵 rainha da pitaya 👑 💕

Como cuidar do gravatá no jardim de forma prática

O cultivo do gravatá em ambientes residenciais ou rurais é simples, pois a Bromelia antiacantha se adapta bem a solos bem drenados e boa incidência de luz. Para favorecer o desenvolvimento saudável e manter o potencial ornamental ao longo do ano, alguns cuidados básicos de plantio e manejo fazem diferença no resultado final.

Entre as orientações mais usuais para quem deseja cultivar gravatá em jardins, sítios ou áreas de proteção, vale considerar os seguintes pontos práticos:

  • Local de plantio: prefira áreas ensolaradas ou de meia-sombra, evitando locais sujeitos a encharcamento.
  • Solo: use solo arenoso ou areno-argiloso, com boa drenagem e matéria orgânica moderada.
  • Rega: intensifique apenas na fase inicial; depois, a planta tolera bem períodos de menor chuva.
  • Espaçamento: mantenha distância adequada entre mudas para que as touceiras se formem sem competição excessiva.
  • Segurança: utilize luvas e ferramentas apropriadas no manuseio, devido aos espinhos das folhas.

Quais são os usos do gravatá além da função ornamental

Embora seja mais lembrado como planta ornamental e de proteção, o gravatá apresenta usos complementares em contextos rurais e urbanos. A fruta de gravatá pode integrar receitas caseiras, agregando acidez e aroma marcantes a bebidas, misturas com outras frutas e produtos artesanais, além de ter potencial para pesquisas em produtos regionais.

No campo ambiental, o gravatá contribui para a conservação de solos, recuperação de áreas degradadas e abrigo à fauna local, beneficiando polinizadores, pequenos répteis e aves. Ao combinar rusticidade, relevância ecológica e valor paisagístico, a Bromelia antiacantha se mantém como uma das bromélias mais representativas de ambientes naturais do sul e sudeste do Brasil, com uso crescente em jardins, quintais e projetos de paisagismo ecológico.