A tecnologia de "Máquina de Guerra" existe? Conheça os robôs militares - Super Rádio Tupi
Conecte-se conosco
x

Entretenimento

A tecnologia de “Máquina de Guerra” existe? Conheça os robôs militares

Os filmes Atlas e Máquina de Guerra mostram uma ameaça robótica; saiba como a tecnologia militar real, como drones e autômatos, se compara com a ficção das telas

Publicado

em

Compartilhe
google-news-logo
Homem em uniforme militar camuflado, colete tático e luvas, com veículo blindado em segundo plano.
Mesmo com o avanço de armas autônomas, o soldado continua peça fundamental nos campos de batalha modernos. Foto: Divulgação / Netflix

O sucesso de filmes de ficção científica que exploram a ameaça de robôs autônomos, como Atlas (2024) e Máquina de Guerra (2026), da Netflix, levanta uma questão cada vez mais presente: a tecnologia de uma “máquina de guerra” já existe? A resposta é complexa. Embora os exércitos modernos ainda não contem com os gigantescos mechas bípedes das telas, a automação e a inteligência artificial já são uma realidade consolidada nos campos de batalha.

A forma mais visível dessa tecnologia está nos céus. Drones, ou veículos aéreos não tripulados (VANTs), deixaram de ser apenas ferramentas de vigilância para se tornarem sistemas de ataque precisos. Modelos como o americano Reaper e o turco Bayraktar TB2 podem monitorar alvos por horas antes de lançar mísseis, tudo sob o controle de um operador a quilômetros de distância. A guerra na Ucrânia, por exemplo, foi um marco na popularização do uso de drones menores e de baixo custo, adaptados para missões de reconhecimento e ataques kamikaze.

Leia Mais

Robôs em terra firme

No solo, a presença de robôs também cresce. As aplicações mais comuns são em esquadrões antibomba, onde veículos controlados remotamente desarmam explosivos e salvam vidas humanas. No entanto, a indústria de defesa já desenvolve e testa protótipos de combate. São veículos terrestres não tripulados (UGVs) equipados com metralhadoras, lança-granadas e sistemas de mísseis, projetados para patrulhas de fronteira ou para liderar avanços em áreas de alto risco.

A principal diferença entre a ficção e a realidade atual está no nível de autonomia. Na maioria dos sistemas militares em operação, um ser humano permanece “dentro do circuito” (human-in-the-loop), ou seja, a decisão final de atirar ou usar força letal ainda é de uma pessoa. O grande debate ético e militar do momento gira em torno da criação de armas totalmente autônomas, capazes de tomar essas decisões por conta própria com base em algoritmos.

Máquinas de guerra autônomas já existem? A realidade por trás dos filmes. Foto: Reprodução / Netflix

Portanto, a tecnologia para criar máquinas de guerra autônomas não apenas existe, como está em rápido desenvolvimento. A corrida agora é para definir os limites de seu uso e garantir que o controle final permaneça, ao menos por enquanto, em mãos humanas.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.