Botafogo
Botafogo se antecipa na altitude e envia jovens para Potosí
Grupo com Léo Linck e Wallace Davi inicia adaptação na Bolívia antes do duelo contra o Nacional Potosí pela Libertadores
O Botafogo na altitude de Potosí já é realidade. Um grupo de nove jogadores desembarcou na Bolívia na manhã desta sexta-feira (13) para iniciar a adaptação visando o confronto contra o Club Atlético Nacional Potosí, pela Copa Libertadores da América. A estratégia busca minimizar os efeitos dos quase 4 mil metros de altitude da cidade boliviana.
Integram a primeira leva os goleiros Christian Loor e Léo Linck, os laterais Gabriel Abdias e Kadu, o zagueiro Kauã Cruz, os volantes Marquinhos, Bernardo Valim e Wallace Davi, além do atacante Kauan Toledo. O técnico do sub-20, Rodrigo Bellão, também acompanha o grupo neste período inicial.
Estratégia para enfrentar os 4 mil metros
A cidade de Potosí está localizada a cerca de 4.000 metros acima do nível do mar, uma das altitudes mais desafiadoras do futebol sul-americano. Por isso, o clube decidiu antecipar a chegada de atletas mais jovens e com maior capacidade física. Estudos indicam que pelo menos cinco dias de exposição à altitude ajudam na adaptação do organismo, reduzindo sintomas como fadiga intensa e falta de ar.
Além disso, os jogadores realizarão treinamentos entre sexta-feira e domingo em solo boliviano. A comissão técnica pretende observar a resposta física de cada atleta antes da chegada do restante do elenco.
Logística e planejamento
Enquanto isso, o restante do grupo embarca na segunda-feira, após o clássico contra o Clube de Regatas do Flamengo pelo Campeonato Carioca. A delegação ficará hospedada em Sucre, cidade situada a aproximadamente 2.800 metros de altitude.
Posteriormente, no dia da partida, o elenco subirá até Potosí em um trajeto de cerca de três horas em veículos 4×4. Dessa forma, o clube equilibra o tempo de exposição à altitude com a preservação física dos atletas mais experientes.