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Slalom gigante: entenda como funciona a prova que deu ouro ao Brasil
Lucas Pinheiro Braathen fez história; conheça as regras, os equipamentos e os desafios da modalidade de esqui que rendeu uma medalha inédita ao paísO esquiador Lucas Pinheiro Braathen colocou o Brasil no topo do pódio dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 ao conquistar uma medalha de ouro inédita no slalom gigante, garantindo não apenas o primeiro ouro, mas a primeira medalha de qualquer cor do país na história dos Jogos de Inverno. A vitória histórica, ocorrida neste sábado (14), despertou a curiosidade sobre essa modalidade do esqui alpino, que combina velocidade, técnica e muita precisão em uma das disputas mais desafiadoras da neve.
Diferente de outras provas de esqui, o slalom gigante exige um equilíbrio delicado entre a velocidade pura e a habilidade de realizar curvas controladas e ritmadas. A competição é uma corrida contra o relógio, mas com obstáculos que testam a capacidade do atleta de manter o controle em alta velocidade.
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Como funciona a prova
A disputa é realizada em duas descidas, em percursos ligeiramente diferentes montados na mesma montanha. O tempo final de cada competidor é a soma de suas duas apresentações. O atleta que completar o trajeto total no menor tempo agregado é o vencedor. Essa regra exige consistência, pois um bom resultado na primeira descida pode ser perdido com um erro na segunda.
O percurso é definido por uma série de portões, formados por bandeiras vermelhas e azuis, pelos quais os esquiadores devem passar. No slalom gigante, esses portões são mais distantes uns dos outros do que no slalom tradicional. Esse espaçamento maior permite que os atletas alcancem velocidades mais altas e façam curvas mais longas e fluidas.
Equipamentos e principais desafios
Os equipamentos são projetados para performance e segurança. Os esquis são mais longos que os do slalom, oferecendo mais estabilidade nas curvas rápidas. As botas rígidas transferem com precisão os movimentos do atleta para os esquis. O uso de capacete, óculos de proteção e traje aerodinâmico é obrigatório.
O maior desafio para os competidores é encontrar a linha ideal no percurso. A escolha de quando iniciar uma curva e com que intensidade atacar cada portão define a velocidade. Um erro de cálculo pode resultar em uma curva muito ampla, custando segundos preciosos, ou na perda de um portão, o que causa desclassificação imediata.
A conquista marca a entrada do Brasil em um seleto grupo. O país se torna apenas o segundo do hemisfério sul a conquistar ouro olímpico de inverno, ao lado da Austrália. Antes dessa vitória, o melhor resultado brasileiro havia sido o nono lugar de Isabel Clark no snowboard cross em Turim 2006.
A conquista de Braathen evidencia não apenas seu talento individual, mas também a complexidade de uma modalidade que exige força física para absorver os impactos das curvas, concentração absoluta para memorizar o traçado e coragem para descer a montanha.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.